<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429</id><updated>2011-04-21T19:00:04.956-03:00</updated><title type='text'>make a mistake</title><subtitle type='html'>&lt;b&gt;i'm gonna make a mistake, i'm gonna do it on purpose, i'm gonna waste my time&lt;/b&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-114165931335519380</id><published>2006-03-06T12:22:00.000-03:00</published><updated>2006-03-06T12:35:13.396-03:00</updated><title type='text'>Bittersweet love</title><content type='html'>Eu tenho uma relação de amor e ódio com a Academia. Desde que ela deu um monte de prêmios pra &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt; (e eu tremi nas bases quando saiu &lt;i&gt;Pearl Harbour&lt;/i&gt;) eu tenho essa implicância, e desde então grito a quatro ventos que é uma festa vendida, que só premia filme que custou caro, ou mais ainda, só premia filmes da Miramax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, adoro ver, é um ritual todos os anos. Eu e marido sentamos com nossas listinhas, vaiando e aplaudindo a tevê a cada erro ou acerto, competindo um com o outro, pipoca, sorvete, risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ano passado veio &lt;I&gt;Million dollar baby&lt;/i&gt;, que não era da Miramax. Aí esse ano veio George Clooney com "Good night, and good luck" e eu pensei, poxa, talvez eu tenha sido dura demais com eles. Afinal, foi um filme quase feito entre amigos, o custo foi uma mixaria pra Hollywood, produção baratíssima. E o filme é realmente bom, ainda que eu soubesse que não ganharia o Oscar - nem de filme, nem de direção. Acertei. Eu sabia que ontem Mr. Clooney sairia de lá com um homenzinho dourado, mas sabia que não seria por seu filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, acertei todos os prêmios importantes, direção, ator, atriz, coadjuvantes, trilha, todos os que&lt;br /&gt;envolviam filmes que eu vi. Impressionante, porque no ano passado eu apostei na Miramax e me ferrei (e Scorcese também). Acertei quase tudo, baseada no que costuma acontecer: por exemplo, eu sabia que o prêmio de melhor atriz ia pra Resse, ainda que ache que a Felicity merecia mais. &lt;i&gt;Transamerica&lt;/i&gt; teve uma produção muito diferenciada e nenhuma divulgação aqui no Brasil, não chegou em telonas... quer dizer, agora deve entrar em algumas salas porque ganhou a indicação, mas só passou no Festival do Rio e olhe lá. A Felicity ganhou o Golden Globe, que é uma festa menor mas mais justa, na minha opinião. Mas eu adoro a festa do Oscar, gosto de ver as pessoas, as roupas, tudo. E minha grande decepção mesmo foi a categoria de melhor filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;Crash&lt;/i&gt; é um filme bom, eu gostei, veria de novo. Mas é um tema batido, uma edição pra lá de já feita antes e um final meio óbvio (alguém lembrou de &lt;i&gt;Magnólia&lt;/i&gt; e seu final redentor? Paul Thomas Anderson, sim, merecia um homenzinho dourado!), fora o elenco com vários atores fraquinhos que juntos chamam atenção (Sandra Bullock, Matt Dillon, Brendan Fraser). Eu nunca na vida diria que esse filme seria indicado ao Oscar, porque é um filme que não se destaca excepcionalmente em nada, até tem grandes atuações (não a do Matt Dillon, que acho que foi indicado por pena), mas não é um filme de Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim eu continuo assistindo, continuo torcendo pra que um dia as minhas preferências sejam as preferências de todos, pra que um roteiro de Woody Allen não perca no meio de quatro outros não tão bons...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-114165931335519380?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/114165931335519380/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=114165931335519380&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/114165931335519380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/114165931335519380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/03/bittersweet-love.html' title='Bittersweet love'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-114001001055065341</id><published>2006-02-15T11:25:00.000-02:00</published><updated>2006-02-15T11:26:50.573-02:00</updated><title type='text'>COTIDIANO</title><content type='html'>(Inspirada por um email que um &lt;i&gt;certo alguém&lt;/i&gt; me enviou)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eduardo amava Flávia. Mas Eduardo achava que tinha um nariz grande demais, e por isso não se sentia no direito de amar ninguém. Sofria em silêncio a cada confissão de Flávia, cada novo namorado, cada novo dia. Até que descobriu que os seios de Flávia eram, na verdade, o resultado de uma plástica. Silicone. A moça teve, um dia, menos peitos que ele próprio. A partir desse dia, Eduardo passou a odiar Flávia. Apreciava apenas as belezas naturais. Um tempo depois, teve um tumor no nariz e acabou por reduzi-lo. Repensou seus valores. Mas Flávia, a essa altura, já tinha quadris mais definidos, coxas torneadas e disputava uma vaga no &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt; do canal mais popular do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria queria ser freira. Não bebia, não fumava e não fazia sexo. Rezava todas as noites e durante os dias trabalhava, de graça, porque tinha certeza de que Deus não tinha inventado o capitalismo. Até que conheceu Júlio e se deu conta de que nunca quis de verdade, ser freira. Esse era um sonho de sua mãe, Dinalva, que acreditava ter a vocação mas não a força de vontade. Maria e Júlio se casaram. Mas Júlio era jogador de futebol, foi descoberto por um "olheiro" e ficou rico. Quando ganhou o primiro grande campeonato, Júlio trocou Maria por Mary, norte-americana, ex-prostituta e agora escritora de romances de bolso dos mais vendidos. Maria virou protestante e nunca mais depilou as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André era alto, ruivo, forte, olhos verdes e não era muito esperto. Foi por isso que quando Pedrinho, o prineiro filho de André com Alice (que era ruiva, alta, forte, tinha olhos verdes e um mestrado em Psicologia), nasceu com cabelos negros, extremamente lisos, e os olhos puxados, a esposa explicou com muita paciência que olhos puxados eram, como olhos verdes ou cabelos arruivados, uma questão de genes recessivos, e André sentiu orgulho da inteligência da esposa. Quando sua segunda filha, uma menina mulata de olhos verdes, nasceu, André resolveu pesquisar sobre genes recessivos, maravilhado que estava com o mundo e todas as coisas ao seu redor.&lt;br /&gt;Morreu numa cela imunda, de solidão (disfarçada de pneumonia), três meses depois de matar Alice. E o que nenhum dos dois viveu para saber é que Felícia, a filha, tinha agora um caso com Genésio, seu pai verdadeiro, e os dois eram extremamente felizes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-114001001055065341?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/114001001055065341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=114001001055065341&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/114001001055065341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/114001001055065341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/02/cotidiano.html' title='COTIDIANO'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113923894958700943</id><published>2006-02-06T13:15:00.000-02:00</published><updated>2006-02-06T13:15:49.613-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu descobri que não se pode reclamar. Não, não se pode. Porque vai sempre ter alguém que reclama por menos, e você vai achar exagero, e alguém que reclama por mais, e te fará sentir culpado. Também acho que essa coisa de que cada um com seu próprio cansaço é balela. Eu já trabalhei menos e não ficava cansada assim. Reclamava um dia ou outro, mas nunca todo dia, como agora. Reclamava aqui e ali, mas nunca de tudo e nunca de todos. E quando cheguei ao ponto de reclamar de todos, foi quando *puf*, &lt;i&gt;it hit me&lt;/i&gt;. Não é porque cada um aguenta o que pode. É porque sempre pode piorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113923894958700943?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113923894958700943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113923894958700943&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113923894958700943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113923894958700943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/02/e-eu-descobri-que-no-se-pode-reclamar.html' title=''/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113880945708985923</id><published>2006-02-01T13:26:00.000-02:00</published><updated>2006-02-01T13:57:37.123-02:00</updated><title type='text'>Quem não lê, não pensa...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Corrijam-me se eu estiver errada: é recente isso de precisar ser assinante do UOL pra ler a Folha. &lt;i&gt;Either way&lt;/i&gt;, colo aqui uma matéria da seção &lt;i&gt;Cotidiano&lt;/i&gt; de hoje, que muito me emocionou:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Sem-teto faz biblioteca em prédio invadido&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;AFRA BALAZINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes ocupado por entulho, esgoto e água de enchente, o subsolo do edifício Prestes Maia, 911, uma das principais favelas verticais da cidade de São Paulo, agora abriga uma biblioteca com cerca de 3.500 obras, entre livros, revistas, gibis e enciclopédias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "reforma" foi feita por um grupo de sem-teto que invadiu o local em 2002 e mora ali em condições precárias -com ligações clandestinas de água e luz, divisórias de madeiras e um banheiro para cada 15 famílias, em média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca dos sem-teto, que funciona desde dezembro, tem mais publicações do que as salas de leitura de colégios municipais, que são entregues com acervo inicial de 2.000 livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os seus títulos, há obras de Machado de Assis, Mark Twain, Kafka, Balzac, Milan Kundera, Jorge Amado e Paulo Coelho e a coleção de Harry Potter.&lt;br /&gt;O acervo do Prestes Maia foi formado com doações de uma ONG e de uma escola, mas também com publicações recolhidas no lixo. As prateleiras e os tapetes que decoram a biblioteca foram obtidos por doação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colégio Móbile foi um dos que deu obras aos sem-teto. A coordenadora de 1ª a 4ª série da escola, Eliana Tayano, diz que a doação de 600 livros é a primeira etapa de um projeto comunitário. "Nossa idéia é ir ao prédio para contar histórias", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle do empréstimo de livros na biblioteca é feito pelo catador Severino Manoel de Souza, 56, que tem um caderno para anotar as entradas e saídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dele a idéia de fazer uma biblioteca no prédio. "Encontrava livros e não tinha coragem de mandar para a reciclagem", diz. Ele nunca freqüentou a escola e aprendeu a ler com "uma cartilha de ABC e a ajuda de um tio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O devorador de livros do Prestes Maia é o ambulante Lamartine Brasiliano, 38, que lamenta que o lugar não tenha ainda obras do escritor Gabriel García Márquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para incentivar a leitura, no subsolo está pichada uma frase do jornalista Paulo Francis: "Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo". Há desenhos de Bob Marley e Che Guevara nas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- -- --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca atende às 468 famílias que moram no prédio, ligadas ao MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro). Mas os habitantes podem não ter tempo de usufruir do acervo: a PM se prepara para fazer a reintegração de posse, autorizada pela Justiça, no local. O despejo deve ocorrer a partir do dia 15 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias se dividem nos 20 andares de dois blocos em locais parecidos com barracos, separados por pedaços de madeira e com poucos móveis. Os corredores são coloridos por roupas penduradas, e os vidros das janelas, quebrados, foram substituídos por papelão. A maioria dos habitantes trabalha como ambulante ou faz bicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, diferentemente da maioria da população de baixa renda da cidade, que não tem acesso à cultura, as famílias do Prestes Maia vão freqüentemente à Pinacoteca do Estado. Em 2005, os sem-teto integraram o Programa de Inclusão Sociocultural do museu, onde estiveram sete vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(caso você tenha UOL, a matéria está &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0102200601.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fiquei realmente emocionada com essa notícia. Parece bobo, mas pensar que essas pessoas que mal têm onde dormir se organizaram e, com a ajuda de ONGs, conseguiram montar uma biblioteca com doações e publicações encontradas no &lt;b&gt;lixo&lt;/b&gt; é quase inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tentando imaginar o caderno de seu Severino (porque é assim que eu o chamaria), anotando a data em que eu retiraria um livro que um dia foi considerado descarte, e que agora estava ali, ao lado de outros livros doados, quase novo. Então eu olharia para a pichação com a frase de Paulo Francis (que seria em letra manuscrita, em vermelho ou azul), sorriria e passaria pelos tapetes doados a caminho da saída. Sem saber que, no dia da devolução, seu Severino talvez já não mais estivesse lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior defeito humano, eu diria, é o sentimento de posse. Ninguém queria o prédio; agora que leram no jornal e lembraram que ele existe, querem de volta. 468 famílias vão ficar com menos teto do que já (não) tinham. E pra quê? Pra deixarem o prédio vazio, só porque podem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, sr. Francis. Tem gente que realmente não lê.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113880945708985923?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113880945708985923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113880945708985923&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113880945708985923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113880945708985923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/02/quem-no-l-no-pensa.html' title='Quem não lê, não pensa...'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113742895891759597</id><published>2006-01-16T14:25:00.000-02:00</published><updated>2006-01-16T14:33:17.203-02:00</updated><title type='text'>Meu momento *Gi*</title><content type='html'>A &lt;a href="http://economizandovida.blogspot.com" target="_blank"&gt;Gi&lt;/a&gt; sempre posta as tirinhas do Calvin que ela gosta. Pois aqui vai a minha preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6129/937/1600/legendary.gif"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/6129/937/400/legendary.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Calvin é demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113742895891759597?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113742895891759597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113742895891759597&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113742895891759597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113742895891759597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/01/meu-momento-gi.html' title='Meu momento *Gi*'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113689105869018781</id><published>2006-01-10T09:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-10T09:04:18.706-02:00</updated><title type='text'>Mais uma</title><content type='html'>Saiu no &lt;a href="http://www.screamyell.com.br" target="_blank"&gt;S&amp;Y&lt;/a&gt; minha resenha (atenção: aquilo ali embaixo &lt;u&gt;não é&lt;/u&gt; uma resenha!) sobre o filme &lt;i&gt;Mean Creek&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler, clique &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/cinemadois/quaseumsegredo.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113689105869018781?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113689105869018781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113689105869018781&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113689105869018781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113689105869018781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/01/mais-uma.html' title='Mais uma'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113647615909447956</id><published>2006-01-05T13:39:00.000-02:00</published><updated>2006-01-05T14:07:21.566-02:00</updated><title type='text'>O que mudou em 2005? - Parte III</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;small&gt;Resolvi começar uma série de posts curtos *retrospectivos*, contando só o que 2005 teve de bom. Como blog aparece de baixo pra cima, oriente-se pelas partes. Ou leia na ordem que quiser, porque na verdade tanto faz, é tudo muito, muito, muito, muito bom.&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu tenho a minha casa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma casinha que é nossa e que tem a cozinha que eu queria, o escritório que eu queria e a cama que eu queria, e ela é toda a nossa cara, e nem mesmo a parede listrada da sala pode estragar isso. É a nossa casa, o nosso lar, é onde a gente se aninha e pra onde a gente volta depois do trabalho, das viagens e do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme &lt;i&gt;Garden State&lt;/i&gt;, o mocinho bonito diz pra mocinha muito bonita (Zach Braff e Natalie Portman) que ele ainda não saiu da casa dos pais mas não se sente mais *em casa* lá. E é uma das cenas mais bonitas que eu vi nos últimos tempos, ele diz,&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;i&gt;You'll see when you move out; it just sort of happens one day. One day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean, it's like this rite of passage, you know? You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for you kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.&lt;/i&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Isso é lindo. "Talvez uma família seja isso. Um grupo de pessoas que sentem saudade do mesmo lugar imaginário."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei alguns anos sentindo falta da minha casinha em Teresópolis, e mesmo quando mudei para a *minha casa*, e já não morava lá há anos, foi difícil ver o meu quarto se desfazendo. Mesmo que ele não fosse meu há tanto tempo, que fosse só os restos da menina que eu fui ali. A cama de corações, o armário de chave, o rack antiiiigo com a TV e o meu ursão branco que solta tanto pêlo que poucas vezes eu abracei. Não era saudade de nada disso, era saudade de querer ir pra casa logo, de me sentir à vontade, de ter um espaço cúbico que seja só seu, onde você pode se trancar e sumir, se quiser, onde a cama é mais macia e não existe travesseiro igual, aquele lugar para onde a gente bate os saltos dos sapatinhos vermelhos e deseja com força. Eu agora tenho isso de novo, e é melhor porque eu posso voltar sempre que eu quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha casinha atual não é a mesma sem ele, é como mágica, ela de repente ganha cor, calor, os monstros vão embora e os vizinhos não parecem tão barulhentos. Ele é quem faz daquele sétimo andar um lar. É ele que deixa tudo mais fácil e mais bonito. Ele é meu lar e meu Oz. &lt;i&gt;There is no place like home. There is no place like home. There is no place like home.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113647615909447956?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113647615909447956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113647615909447956&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113647615909447956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113647615909447956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/01/o-que-mudou-em-2005-parte-iii.html' title='O que mudou em 2005? - Parte III'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113647557154430505</id><published>2006-01-05T13:38:00.000-02:00</published><updated>2006-01-05T13:56:20.670-02:00</updated><title type='text'>O que mudou em 2005? - Parte II</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;small&gt;Resolvi começar uma série de posts curtos *retrospectivos*, contando só o que 2005 teve de bom. Como blog aparece de baixo pra cima, oriente-se pelas partes. Ou leia na ordem que quiser, porque na verdade tanto faz, é tudo muito, muito, muito, muito bom.&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu casei&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu casei com o homem mais lindo, meigo, carinhoso, dedicado, lindo (já disse lindo?), dono do sorriso que me derrete, das pintinhas que eu amo, dos olhos que entregam qualquer coisa, dos cabelos de bebê que ele teima em dizer que não são como ele gostaria. Bom, nada é como a gente gostaria, exceto quando é, e ele é, exatamente como eu queria. Quer dizer, tem o ventilador ligado quando eu chego do trabalho e ele já saiu há horas, mas eu reclamo e já esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu casei com o meu príncipe encantado, o meu melhor amigo, a pessoa que eu mais admiro por tudo o que conseguiu e por ser tão bom no que gosta, por fazer tudo parecer tão fácil (eu odeio isso às vezes, porque pra mim nada é tão fácil), por fazer o que eu quero antes mesmo de eu pedir, e me mimar, e me dar colo quando eu preciso (e eu sempre preciso), e me respeitar, ser companheiro, ser uma pessoa tão especial e mais ainda, por achar que eu sou tudo isso de volta e dizer que me ama toda noite logo depois de apagar a luz.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113647557154430505?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113647557154430505/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113647557154430505&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113647557154430505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113647557154430505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/01/o-que-mudou-em-2005-parte-ii.html' title='O que mudou em 2005? - Parte II'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113647524499180832</id><published>2006-01-05T13:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-05T13:37:01.646-02:00</updated><title type='text'>O que mudou em 2005? - Parte I</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;small&gt;Resolvi começar uma série de posts curtos *retrospectivos*, contando só o que 2005 teve de bom. Como blog aparece de baixo pra cima, oriente-se pelas partes. Ou leia na ordem que quiser, porque na verdade tanto faz, é tudo muito, muito, muito, muito bom.&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu entrei no mestrado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz novos amigos. Me tornei mais próxima de pessoas fantásticas. Ganhei uma orientadora que é uma mãezinha, que cuida de mim, que briga na hora certa, que é fofa e que - eu sei - vai querer me matar até o final desse ano, mas tudo bem porque eu sei que é pro meu bem. Eu descobri que tenho um dom especial de atrair pessoas boas e amigas para perto de mim. Eu descobri que tenho amigos que estão mais perto do que eu imagino. Eu me sinto mais segura e acho que nunca escrevi tão bem - academicamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz minha primeira apresentação em um congresso, na verdade a primeira e a segunda, e a segunda foi em inglês. Eu odeio falar em público. Tudo bem que não era lá um púúúblico, só uma meia dúzia de pessoas. Mas eram pessoas estranhas ouvindo um "filho" meu, uma coisa que eu escrevi, uma hipótese minha. E todo mundo entendeu e gostou. Foram experiências maravilhosas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113647524499180832?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113647524499180832/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113647524499180832&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113647524499180832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113647524499180832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/01/o-que-mudou-em-2005-parte-i.html' title='O que mudou em 2005? - Parte I'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113630782607720584</id><published>2006-01-03T14:54:00.000-02:00</published><updated>2006-01-03T15:03:48.930-02:00</updated><title type='text'>EU PROMETO EM 2006</title><content type='html'>descansar mais e trabalhar menos&lt;br /&gt;rir mais e reclamar menos&lt;br /&gt;pesquisar mais e perguntar menos&lt;br /&gt;questionar mais e sofrer menos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aprender um novo idioma&lt;br /&gt;aprender a ter mais paciência&lt;br /&gt;aprender a economizar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dormir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113630782607720584?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113630782607720584/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113630782607720584&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113630782607720584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113630782607720584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2006/01/eu-prometo-em-2006.html' title='EU PROMETO EM 2006'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113577080516507515</id><published>2005-12-28T09:13:00.000-02:00</published><updated>2005-12-28T09:56:06.490-02:00</updated><title type='text'>We need to hurt him without really hurting him.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No final de semana (sim, no dia de natal) vi &lt;i&gt;Mean Creek&lt;/i&gt;, de Jacob Aaron Estes, filme de 2004 que só chegou aqui agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta com Rory Culkin, que finalmente aparece em um papel com mais de cinco falas, e outros meninos que você já viu em algum filme, mas não lembra qual. A verdade é que você nunca os viu, mas eles se parecem com meninos de filmes como esse, filmes de amigos descobrindo a adolescência e amadurecendo a partir de uma experiência "adulta". Filmes como &lt;i&gt;Stand by me&lt;/i&gt;, de Rob Reiner, da época em que River Phoenix era vivo e fazia filmes bonitinhos como este e &lt;i&gt;Running on empty&lt;/i&gt; (lembram da cena da família na cozinha cantando &lt;i&gt;Fire and Rain&lt;/i&gt;? Uma fofura), também um romancezinho de formação mas com a presença dos pais e não dos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. &lt;i&gt;Mean Creek&lt;/i&gt; é uma história bobinha mas que é uma graça de se ver, causa tensão mesmo quando a gente já sabe o que vai acontecer, como na clássica cena das sanguessugas causava tensão no filme de Reiner. O final deixa a desejar com seu tom redentor, mas o filme tem bons momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu contaria mais, não fosse o sono e a vontade imensa de dormir por três dias seguidos, ou ao menos por três dias seguidos não ter nenhuma preocupação com trabalho, freela ou dinheiro, três dias de sushi e filme debaixo das cobertas, à meia luz, com abraço, cafuné e beijo com gosto de noite bem dormida. Seriam as minhas férias, aquelas que eu não tenho há três anos, porque não consigo ficar no mesmo emprego por um ano inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113577080516507515?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113577080516507515/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113577080516507515&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113577080516507515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113577080516507515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/12/we-need-to-hurt-him-without-really.html' title='We need to hurt him without really hurting him.'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113404361851555106</id><published>2005-12-08T10:05:00.000-02:00</published><updated>2005-12-08T10:06:58.530-02:00</updated><title type='text'>O dia 1º passou em branco. Mas não devia ter passado.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"Somente 7% dos casos de AIDS registrados em 1985 eram mulheres. Essa porcentagem cresceu para 23% em 1999. Cerca de 40% dessas mulheres foram infectadas através do sexo com um homem infectado com o HIV (quase sempre usuário de drogas injetáveis), e cerca de 27% foi infectada através do uso direto de drogas. Quase 80% das mulheres infectadas nos EUA são negras ou hispânicas, ainda que somente 25% da população feminina nos EUA sejam negras ou hispânicas."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(Fonte: &lt;a href="http://www.aids.org" target="_blank"&gt;AIDS.ORG&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;small&gt;(Eu consigo pensar em umas cinco razões para essas estatísticas. Você não?)&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 2004, uma pesquisa de abrangência nacional estimou que, no Brasil, cerca de 600 mil pessoas entre 15 e 49 anos de idade vivem com HIV e aids (61%). Este número está representado por cerca de 209 mil mulheres (35%) e 386 mil homens (65%). A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira entre 15 e 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV, e que 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção. Os indicadores relacionados ao uso de preservativos mostram que aproximadamente 38% da população sexualmente ativa usou preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país tem acumulado cerca de 170 mil óbitos por aids até dezembro de 2003. Entre 1993 e 2003, observou-se um aumento de cerca de cinco anos na idade mediana dos óbitos por aids, em ambos os sexos, refletindo um aumento na sobrevida dos pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2004, estimou-se que cerca de 12.000 parturientes estavam infectadas pelo HIV+ no Brasil. Foram notificados ao Ministério da Saúde, de janeiro de 1983 a junho de 2004, 9122 casos de aids em menores de 13 anos de idade devido à transmissão vertical. Este número vem sendo reduzido ano a ano, com a adoção de medidas de prevenção.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(Fonte: &lt;a href="http://www.aids.org.br" target="_blank"&gt;Ministério da Saúde - DST/Aids&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;small&gt;(Existe algo mais triste do que um bebê HIV positivo?)&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu ia usar uma fitinha vermelha no dia 1º. Até que me dei conta de que não adianta usar a fitinha se você não faz nada a respeito. O que eu sei sobre a aids vem de números. E pessoas não são números, são carne e osso e sentimentos e dores e cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às vezes eu penso se existem níveis e níveis. Eu devia ter mais pena da mulher que contrai o HIV do marido, mesmo as que o fazem conscientemente, do que do usuário de drogas injetáveis? Se você pensar bem, vai ver que lá no fundo nenhum dos dois têm culpa. Nenhum dos dois estava realmente consciente das conseqüências do que fazia. Entre o amor e a morte, entre a loucura e o vício, há uma tênue-invisível-miscroscópica linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia vi um episódio da série &lt;i&gt;Queer as Folk&lt;/i&gt; em que um rapaz pedia para um soropositivo não usar camisinha durante a relação sexual, porque ele também queria ter o vírus. Tudo que acontece em grandes proporções no mundo pode gerar fanatismo, é impressionante. Era um jovem homem-bomba, literalmente. Queria morrer pela sua causa, representar uma geração, uma "fatia" da sociedade da qual ele queria também ter orgulho. Já faz tempo que a aids não é sinônimo de homossexualismo, mas só agora surgem os efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo é muito triste. Se eu não faço muito, pelo menos penso a respeito. Já é mais do que muita gente faz.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113404361851555106?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113404361851555106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113404361851555106&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113404361851555106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113404361851555106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/12/o-dia-1-passou-em-branco-mas-no-devia.html' title='O dia 1º passou em branco. Mas não devia ter passado.'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113328052589561197</id><published>2005-11-29T14:01:00.000-02:00</published><updated>2005-11-29T14:16:09.716-02:00</updated><title type='text'>Todo carnaval tem seu fim</title><content type='html'>Domingo eu reencontrei um amigo muito querido.&lt;br /&gt;Domingo eu conheci pessoalmente &lt;a href="http://www.pensarenlouquece.com"&gt;Alexandre Inagaki&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Domingo eu tomei sorvete de melão e ganhei livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é terça, e eu estou cansada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113328052589561197?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113328052589561197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113328052589561197&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113328052589561197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113328052589561197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/todo-carnaval-tem-seu-fim.html' title='Todo carnaval tem seu fim'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113266048592883539</id><published>2005-11-22T09:54:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T09:54:45.930-02:00</updated><title type='text'>Refrões de bolero</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Eu que falei "nem pensar"&lt;br /&gt;Agora me arrependo, roendo as unhas&lt;br /&gt;Frágeis testemunhas&lt;br /&gt;De um crime sem perdão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu falei sem pensar&lt;br /&gt;Coração na mão, como o refrão de um bolero&lt;br /&gt;Eu fui sincero&lt;br /&gt;Como não se pode ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um erro assim tão vulgar&lt;br /&gt;Nos persegue a noite inteira&lt;br /&gt;E, quando acaba a bebedeira,&lt;br /&gt;Ele consegue nos achar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num bar&lt;br /&gt;Com um vinho barato&lt;br /&gt;Um cigarro no cinzeiro,&lt;br /&gt;E uma cara embriagada no espelho do banheiro&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ana era seu nome e três pares de mãos contavam seus anos. Não era exatamente ruiva, a pele com poucas sardas um pouco bronzeada, mas era evidente aquele dourado escuro nos cabelos. Grandes cachos, usava-os soltos, na altura do ombro. Uma fita os domava, o nó escondido atrás do pescoço, porque já não tinha idade para andar com lacinhos na cabeça. Abusava dos tons de verde nos vestidos e blusas, a calça sempre jeans, mas aquele verde, que realçava seus olhos, era constante. Ela era linda, deus, como ela era linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caminhava pelas ruas de Botafogo e sempre a via, lá pelas oito da manhã, tomado café no mesmo lugar. Comecei a também freqüentar o tal recinto, umas duas mesas pra direita. Levava um jornal e pedia um café com leite, que depois de frio eu tomava correndo e ia pra escola. E todas as manhãs eu sonhava com os inúmeros mapas secretos que decifrariam aquela mulher de cabelos indomáveis e dona de um sorriso que nunca mais vi igual em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que eu estava ali, já me reconhecia. Olhava com o canto dos olhos e dava um meio-sorriso, como se quisesse deixar claro que sabia da minha existência, porém com tal discrição que, caso um dia eu me aproximasse, poderia fingir que nunca antes havia me visto. Eu lia a mesma página do jornal por quarenta minutos, também deixando evidente a falta de interesse nas notícias do mundo. Meu interesse era claro e certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas manhãs, eu em minha rotina usual, o mundo parado naquela folha do caderno de economia, Ana com um estonteante vestido verde, Ana com seus olhos de esmeralda e seus cabelos de ouro e suas sardas, ah aquelas sardas. Se levantou e veio em minha direção. O jornal estremeceu, gélido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou as horas. Oito e trinta e cinco. Agradeceu. Me olhou lentamente, como se esperasse reação. Não reagi. Ana sorriu, um sorriso que até hoje me dói o peito lembrar, saiu pela porta e nunca mais voltou.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113266048592883539?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113266048592883539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113266048592883539&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113266048592883539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113266048592883539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/refres-de-bolero.html' title='Refrões de bolero'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113265816893822452</id><published>2005-11-22T09:13:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T09:54:14.546-02:00</updated><title type='text'>Vamos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.editoragenese.com.br/blogdepapel" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.editoragenese.com.br/banners/convite_bdp_rj.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113265816893822452?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113265816893822452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113265816893822452&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113265816893822452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113265816893822452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/vamos.html' title='Vamos?'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113224156342269450</id><published>2005-11-17T13:26:00.000-02:00</published><updated>2005-11-17T13:32:43.460-02:00</updated><title type='text'>Hehe</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;An Imaginary Friend&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Your score was 57 in Unbelievability! &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;td&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;You are your author's imaginary friend, but you're not really the type of character fiction writers should aim for.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;You're more than a little out of the ordinary. You might have had some really crazy experiences, or have an unusual talent or two. Maybe you were even born with a tail. Whatever it is that makes you unique, it does the job well, because there are very few people like you on this planet.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A novel with you as a character would be a guilty pleasure to read. It would be considered intellectual junk food, of course, but damn fun to read nonetheless. Even if many people didn't want to pay actual money to read about you and your exploits, surely it would be checked out from the library at least... once every couple of months. &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="middle"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://is1.okcupid.com/users/816/246/8162467652199730097/mt1120323515.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="20"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Link: &lt;a href="http://www.okcupid.com/tests/take?testid=16069914146466955698"&gt;The Are You a Plausible Character? Test&lt;/a&gt; written by &lt;a href="http://www.okcupid.com/profile?tuid=8162467652199730097"&gt;coldrose&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://www.okcupid.com"&gt;OkCupid Free Online Dating&lt;/a&gt;, home of the &lt;a href="http://www.okcupid.com/oktest3"&gt;32-Type Dating Test&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113224156342269450?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113224156342269450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113224156342269450&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113224156342269450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113224156342269450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/hehe.html' title='Hehe'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113214017217428884</id><published>2005-11-16T08:50:00.000-02:00</published><updated>2005-11-16T09:22:52.193-02:00</updated><title type='text'>Feriado no cinema</title><content type='html'>Aproveitamos o feriado para ir ao cinema. Vimos &lt;i&gt;Lord of War&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Elizabethtown&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;--- --- ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;There are over 550 million firearms in worldwide circulation.&lt;br /&gt;That's one firearm for every twelve people on the planet.&lt;br /&gt;The only question is: How do we arm the other 11?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Andrew Niccol escreveu filmes como o sensível &lt;i&gt;The Terminal&lt;/i&gt; ou o interessante &lt;i&gt;Gattaca&lt;/i&gt;, que também dirigiu. &lt;i&gt;Lord of War&lt;/i&gt; é um filme forte. Marido e eu concordamos que é uma ficção sobre o comércio de armas que consegue ser bem mais forte do que o documentário de Michael Moore. Não é o tipo de filme que me faz sair falante do cinema, mas dá muito o que pensar, tem uma ironia fina e diálogos extremamente inteligentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;--- --- ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;You know the way people look at you as if it's the last time? I've started collecting these looks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- I think I've been asleep most of my life.&lt;br /&gt;- Me too.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Ok. Cameron Crowe escreveu/adaptou e dirigiu filmes como o belo &lt;i&gt;Almost Famous&lt;/i&gt; (2000), o fofo &lt;i&gt;Jerry Maguire&lt;/i&gt; (1996) e o cláááássico &lt;i&gt;Singles&lt;/i&gt; (1992), que fez toda menina com predisposição ao rock pensar, "por quê diabos eu não nasci em Seattle?". Eu não li muito a respeito de &lt;i&gt;Elizabethtown&lt;/i&gt; para não ir com muitas expectativas ao cinema. Mas - é claro - as expectativas estavam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o filme é lindo. Lindo. É realmente sobre olhares e sobre descobertas. Sobre os diferentes tipos de amor. Sobre a morte e sobre a vida que fica, e mais ainda, sobre a vida que começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- --- ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113214017217428884?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113214017217428884/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113214017217428884&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113214017217428884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113214017217428884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/feriado-no-cinema.html' title='Feriado no cinema'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113213819937653962</id><published>2005-11-16T08:48:00.000-02:00</published><updated>2005-11-16T08:49:59.376-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A euforia de Gramado passou. Fiz uma boa apresentação, acho. Congresso internacional. Pouquíssima gente me assistiu. Mas gostei do meu texto. Nem sempre gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113213819937653962?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113213819937653962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113213819937653962&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113213819937653962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113213819937653962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/euforia-de-gramado-passou.html' title=''/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113200734197486874</id><published>2005-11-14T20:26:00.000-02:00</published><updated>2005-11-16T08:45:50.376-02:00</updated><title type='text'>O silêncio que precede o esporro (não era isso?)</title><content type='html'>&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6129/937/320/ballerina.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Confessando bem&lt;br /&gt;Todo mundo faz pecado&lt;br /&gt;Logo assim que a missa termina&lt;br /&gt;Todo mundo tem um primeiro namorado&lt;br /&gt;Só a bailarina que não tem&lt;br /&gt;Sujo atrás da orelha&lt;br /&gt;Bigode de groselha&lt;br /&gt;Calcinha um pouco velha&lt;br /&gt;Ela não tem&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113200734197486874?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113200734197486874/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113200734197486874&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113200734197486874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113200734197486874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/11/o-silncio-que-precede-o-esporro-no-era.html' title='O silêncio que precede o esporro (não era isso?)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-113033688829734124</id><published>2005-10-26T12:17:00.000-02:00</published><updated>2005-10-26T12:28:08.306-02:00</updated><title type='text'>O cronista observador - Parte II</title><content type='html'>O sistema de ônibus urbano do Rio de Janeiro parece ter saído de um livro de Lewis Carroll. Cada dia que passa, me convenço mais disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motoristas parecem coelhos apressados que seguem o famoso &lt;i&gt;motto&lt;/i&gt; "é-tarde-é-tarde-é-tarde"; estão sempre com pressa, para chegar, para voltar, para começar tudo de novo. Alguns chegam a não pegar os passageiros para alcançarem, o mais rápido possível, o *ponto final*, que, a esta altura, já se tornou uma metáfora para o pote de ouro no fim do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus que eu pego para ir para o trabalho todos os dias pela manhã conta com alguns motoristas que chegaram ao cúmulo de mudar suas rotas. Pegam atalhos para chegar mais rápido. Para chegar antes do ônibus que saiu na frente. Então, se você está caminhando tranqüilamente naquela outra rua onde não passam ônibus, não se espante se de repente se vir esperando o coelho apressado passar para atravessar a rua. E você que espera pelo ônibus no trajeto usual, tenha paciência: é aí que o coelho se transforma no sorridente gato, aquele que só aparece quando quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós? Nós somos as Alices, vendo tudo passar, nos sentindo grandes ou pequenas em meio ao &lt;i&gt;nonsense&lt;/i&gt; carioca, entre chapeleiros loucos e camelôs ensandecidos, soldados de copas e policiais vendidos. A nossa própria *cidade das maravilhas*. Ou quase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-113033688829734124?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/113033688829734124/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=113033688829734124&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113033688829734124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/113033688829734124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/10/o-cronista-observador-parte-ii.html' title='O cronista observador - Parte II'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112990932422030969</id><published>2005-10-21T13:41:00.000-02:00</published><updated>2005-10-21T13:42:04.230-02:00</updated><title type='text'>O cronista observador - Parte I</title><content type='html'>No meu prédio tem esse casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São bem velhinhos, ela mais do que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é ainda visivelmente saudável, sempre bem arrumado, sempre sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem muita dificuldade para andar, não parece reconhecer as pessoas, a expressão é de perdida, como a expressão que as pessoas idosas com Alzheimer têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei da condição financeira dos dois, mas sei que ela chega até o primeiro andar em uma cadeira de metal adaptada com rodinhas. E a entrada do prédio não tem rampa, então ela desce, com ajuda do marido, de pé as escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos os dias eles descem e almoçam no restaurante a quilo que fica embaixo do prédio. Todos os dias, eu presenciei alguns, ele empurra a esposa em sua cadeira de metal (pesadíssima) até o elevador, depois até a beira da escada, ajuda ela a descer os poucos degraus e a andar os 10 metros até a portaria, descer o alto degrau de entrada e andar até o restaurante, que é realmente do lado da portaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias ela geme do momento que levanta da cadeira ao momento de se sentar no restaurante, ouvi ele dizer, como se sentisse dor (e deve sentir), e ele continua sorrindo. E continua a repetir esta rotina dia após dia após dia. Como se os dois só tivessem um ao outro. É muito bonito e muito triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fico pensando onde fica o limite entre a dedicação e o medo da perda. Se é esse o limite a ser traçado. Se caso a situação fosse inversa, o mesmo aconteceria. E se o restaurante acabar? E quando ele também não puder mais andar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso não é amor, mas muito amor mesmo, eu não sei o que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112990932422030969?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112990932422030969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112990932422030969&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112990932422030969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112990932422030969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/10/o-cronista-observador-parte-i.html' title='O cronista observador - Parte I'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112964624698318893</id><published>2005-10-18T12:23:00.000-02:00</published><updated>2005-10-18T12:37:26.990-02:00</updated><title type='text'>Umas listinhas pra passar o tempo</title><content type='html'>Os últimos cinco livros que li:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;As meninas da esquina&lt;/i&gt;, de Eliane Trindade;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Un histoire du corps&lt;/i&gt;, de Jacques Le Goff;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;A nova dieta revolucionária do Dr. Atkins&lt;/i&gt;, do Dr. Atkins;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Chorus of Mushrooms&lt;/i&gt;, de Hiromi Goto;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;A raisin in the sun&lt;/i&gt;, de Lorraine Hansberry;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco últimos filmes que vi:&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Sugar&lt;/i&gt;, de John Palmer;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Reinas&lt;/i&gt;, de Manuel Gómez Pereira;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Deixa ir&lt;/i&gt;, de Roberta Marques;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Ae fond kiss&lt;/i&gt;, de Ken Loach;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;The pillow book&lt;/i&gt;, de Peter Greenaway (sim, só agora eu vi);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas cinco coisas gostosas que comi antes começar a maravilhosa-dieta-do-Dr.-Atkins-que-de-maravilhosa-só-tem-o-nome:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pão (qualquer pão, ai, que saudade);&lt;br /&gt;- Sorvete de flocos;&lt;br /&gt;- Pizza de rúcula com tomate seco;&lt;br /&gt;- Salada do &lt;i&gt;Spoleto&lt;/i&gt; com massa;&lt;br /&gt;- Arroz, feijão, farofa e batata-frita. Assim mesmo, tudo junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria comentar tudo, mas não dá tempo, não dá, não dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112964624698318893?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112964624698318893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112964624698318893&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112964624698318893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112964624698318893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/10/umas-listinhas-pra-passar-o-tempo.html' title='Umas listinhas pra passar o tempo'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112838109435046634</id><published>2005-10-03T20:01:00.000-03:00</published><updated>2005-10-03T20:20:35.866-03:00</updated><title type='text'>Da série "Momento Clarice"</title><content type='html'>&lt;i&gt;(Uma história começada no horário de almoço, sem pensar muito)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;Omnipresent phrase in my mind&lt;br /&gt;Spoken words I've said one million times&lt;br /&gt;Who are you to tell me it'll always be this way?&lt;br /&gt;I close my eyes and I turn around&lt;br /&gt;And leave it all behind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;n&gt;So free for the moment&lt;br /&gt;Lost somewhere between the earth and the sky&lt;br /&gt;So free for the moment&lt;br /&gt;Lost because I wanna be lost&lt;br /&gt;Don't try to find me&lt;/n&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Always try to breeze through my life&lt;br /&gt;Repetitious things I've done one million times&lt;br /&gt;Who are you to tell me that I'll always be this way?&lt;br /&gt;I close my eyes and I turn around&lt;br /&gt;And leave it all behind&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(The Martinis, &lt;i&gt;Free&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sentou-se à beira da cama e chorou. A mão direita, acompanhando os soluços, passou por um dos olhos, depois pelo outro, e então caiu, lentamente, acariciando o pescoço. Os lábios se tocavam como dois amantes, e seus dentes os mordiam, tentando interromper o choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela percebeu que nunca em sua vida se sentira tão bonita como naquele momento. Secou o rosto com a manga da camisa, que de tão velha perdera a elasticidade na gola e, sensualmente, exibia seu ombro esquerdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dane-se o mundo, agora eu só penso em mim.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(&lt;i&gt;Talvez a história continue...&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112838109435046634?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112838109435046634/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112838109435046634&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112838109435046634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112838109435046634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/10/da-srie-momento-clarice.html' title='Da série &quot;Momento Clarice&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112792364318369300</id><published>2005-09-28T13:02:00.000-03:00</published><updated>2005-09-28T13:09:49.393-03:00</updated><title type='text'>Literatura Brasileira: mestrado, novos olhos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"&lt;i&gt;Tinha que atravessar a longa rua deserta até alcançar a avenida, do fim da qual um ônibus emergiria cambaleando dentro da névoa, com as luzes da noite ainda acesas no farol. Ao vento de junho, o ato misterioso, autoritário e perfeito era erguer o braço - e já de longe o ônibus trêmulo começava a se deformar obedecendo à arrogância de seu corpo, representante de um poder supremo, de longe o ônibus começava a tornar-se incerto e vagaroso, vagaroso e avançando, cada vez mais concreto - até estacar no seu rosto em fumaça e calor, em calor e fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então subia, séria como uma missionária, por causa dos operários no ônibus que "poderiam dizer-lhe alguma coisa". Aqueles homens que não eram mais rapazes. Mas também de rapazes tinha medo, medo também de meninos. Medo que lhe "dissessem alguma coisa", que a olhassem muito. Na gravidade da boca fechada havia a grande súplica: respeitassem-na. Mais que isso. Como se tivesse prestado voto, era obrigada a ser venerada, e, enquanto por dentro o coração batia de medo, também ela se venerava, ela a depositária de um ritmo. Se a olhavam ficava rígida e dolorosa. O que a poupava é que os homens não a viam. Embora alguma coisa nela, a medida que dezesseis anos se aproximava em fumaça e calor, alguma coisa estivesse intensamente surpreendida - e isso surpreendesse alguns homens. Como se alguém lhes tivesse tocado no ombro. Uma sombra talvez. No chão a enorme sombra de moça sem homem, cristalizável elemento incerto que fazia parte da monótona geometria das grandes cerimônias públicas. Como se lhes tivessem tocado no ombro. Eles olhavam e não a viam. Ela fazia mais sombra do que existia.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Clarice...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112792364318369300?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112792364318369300/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112792364318369300&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112792364318369300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112792364318369300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/09/literatura-brasileira-mestrado-novos.html' title='Literatura Brasileira: mestrado, novos olhos'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112723062629173950</id><published>2005-09-20T12:35:00.000-03:00</published><updated>2005-09-20T12:37:06.306-03:00</updated><title type='text'>A câmera que filma os dias</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;São Cristóvão é, de uma forma impressionante, que eu nunca imaginei, um bairro extremamente residencial. Há muitas casas, pequenas e grandes, lindas, baixinhas, em ruas arborizadas e com um clima super *família*, de onde se pode ver o céu e ele não é tão cinza como no bairro ao lado. Em meio à poeira das gráficas, oficinas mecânicas e caminhões barulhentos, é possível ver crianças, cachorros, bicicletas na rua, triciclos, feira às quintas e gritaria da hora do recreio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu trabalho fica no final da rua Argentina, que faz esquina com uma rua maior que tem dois pequenos bares - o único indício de comércio em muitas quadras. Depois disso, só um posto de gasolina três quadras adiante e depois disso uma farmácia, bem mais pra baixo. Na esquina do posto, uma lojinha que faz &lt;i&gt;piercings&lt;/i&gt; e tatuagens. Pra cima, a barreira do Vasco. Pra direita, o campo de São Cristóvão e o famoso "Centro de tradições nordestinas", tão requisitado atualmene. Eu não conheço, nunca fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço é aqui mesmo, uma empresa terceirizada. A comida é sofrível mas ótima pra emagrecer; passa-se fome, literalmente. Trago sanduíches e biscoitos, e bebo muita água (aprendi com meu irmão que água mata fome como poucas coisas na vida. E ainda é saudável). A programação culinária da semana aparece toda sexta anterior, e então decide-se o dia pior: esse será o dia de comer em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui trabalha-se compensando os sábados: a maior parte das pessoas entra às 9h e sai às 19h; eu fico de 8h às 18h, porque tenho aulas à noite e ainda muito pra ler, escrever, traduzir, terapia pra manter a calma e marido pra namorar. Fico pensando que sair de casa uma hora mais tarde deve ser ótimo, porque significa dormir uma hora a mais, mas no fim do dia é menos uma hora pra resolver coisas. Nada é perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do dia é a pior parte: sinto muito sono. E fome. Depois do almoço, mesmo quando não almoço, não sinto mais. Nem um nem outra. Há sempre muito o que fazer e isso ajuda bastante. E o que existe pra fazer em geral é extremamente interessante, e eu aprendo muito com as leituras e com as pessoas. Eu trabalho com mais duas pessoas diretamente, mas o andar é enorme e entre nós e qualquer pessoa só existem baias de aproximadamente 1,60m. É engraçado isso. Um enorme grupo editorial, mais de vinte livros saindo todo mês e qualquer pessoa que faz parte desta linha de produção está a um grito de distância. Ou quase isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais desconcertante é aceitar o fato de que pessoas importantes e famosas agora ligam pra você. Precisam falar com você. É um sentimento curioso, a primeira ligação que atendi foi até engraçada. Acho que minha voz tremeu, se é que voz treme. Voz que treme por causa de alguém igualzinho a mim, só que com mais dinheiro e menos amigos, talvez. Mas que ainda assim eu admiro como muitos devem fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim os dias passam, muito sono, um pouco de fome, um sorriso no canto da boca.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112723062629173950?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112723062629173950/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112723062629173950&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112723062629173950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112723062629173950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/09/cmera-que-filma-os-dias.html' title='A câmera que filma os dias'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112380087476625364</id><published>2005-08-11T19:49:00.000-03:00</published><updated>2005-08-11T19:54:34.776-03:00</updated><title type='text'>Só por hoje...</title><content type='html'>... eu queria ter trinta anos. eu sei, eu sei que um dia eu vou ter trinta anos e olhar pra trás e pensar, "nooossa, como queria ter vinte e quatro de novo". mas hoje eu só queria ter trinta, um bebê na barriga, emprego estável, europa e doutorado no currículo. assim, indolor, sem nem lembrar como foi. hein, hein? dá pra pular essa parte? eu sei que não. como diz a música, "mas deixa eu fingir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... eu queria dormir por oito horas seguidas sem que o telefone tocasse nenhuma vezinha - nem pra mim. sim, porque das dez vezes que o telefone toca por dia aqui em casa, uma é pra mim, uma pro Marido e as outras oito são engano. às vezes as dez ligações do dia são engano. e lá ficamos nós "não, aqui é uma residência", "não, aqui é uma residência" (voz anasalada pra lembrar com raiva). dormir oito horas seguidas sem acordar nenhuma vezinha, sem despertador, sem sol batendo no rosto, sem calor demais, sem frio demais, tudo médio e confortável, abraço e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... eu queria que os livros se lessem sozinhos e os textos teóricos se auto-explicassem, tudo com um resumo por escrito pra eu ler depois caso esqueça de alguma coisa. Menos o Harry Potter, que eu me divirto tanto lendo. E menos os livros de contos, que eu gosto de ler devagar e aos poucos, deixando sempre a última página pro dia seguinte, que é pra fazer o suspense durar mesmo quando não tem nada de suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... eu queria uma pizza inteira de mussarela (sim, é a minha preferida) com borda de cheddar (não, eu não como catupiry) e um copo de 700ml de coca-cola com um monte de gelo, e depois um pedaço bem grande do pavê da minha avó, tudo só pra mim, e tudo seria &lt;i&gt;diet&lt;/i&gt; mas sem ter gosto de coca light, porque não existe nada pior no mundo, eu repito, &lt;u&gt;não existe nada pior no mundo&lt;/u&gt; do que coca light (talvez o guaraná antarctica diet). aquilo não é coca. aquilo não-é-coca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... eu queria que o dia durasse quarenta horas e não vinte e quatro, e nesse tempo eu queria não ter nenhuma obrigação de adulto, e eu queria que todos os filmes que eu tenho vontade de ver existissem em dvd pra eu não precisar sair de casa, aí eu levaria a minha tv pro quarto, a minha bandeja com pezinhos, o meu baldinho de pipoca cheio de pipoca e manteiga e sal, e eu veria filme atrás de filme, com pausas rápidas pra reposição de pipoca e mate. depois de cada filme a gente pararia pra discutir o que o filme mudou na gente. e no dia seguinte seríamos pessoas novas por causa dos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... eu queria acreditar que eu posso fazer tudo ao mesmo tempo e conseguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112380087476625364?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112380087476625364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112380087476625364&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112380087476625364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112380087476625364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/08/s-por-hoje.html' title='Só por hoje...'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112230388008973138</id><published>2005-07-25T11:47:00.000-03:00</published><updated>2005-07-25T12:09:28.923-03:00</updated><title type='text'>A palavra com L</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Nos Estados Unidos, é comum vermos alguém se referir a palavrões através da primeira letra. "&lt;i&gt;The F word&lt;/i&gt;", a palavra com "F". Crianças seguem as instruções claras de nunca dizer "a palavra com 'F'". Isto dito, vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The L Word&lt;/i&gt;, série produzida pela Showtime, está em seu segundo episódio da primeira temporada no canal Warner, aos domingos às 23h. Aqui, segundo episódio, em um horário nada nobre. Lá, a série já vende a segunda temporada em DVDs. Por quê a demora, não sei dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bette (a bela Jennifer Beals de &lt;i&gt;Flashdance&lt;/i&gt;) e Tina (Laurel Holloman) querem ter um filho. Tina vai ser a mãe biológica, mas é difícil encontrar um doador que 1- queira doar seu esperma sem ter relações sexuais, 2- aceite doar sob a condição de nunca ter vínculo nenhum com a criança e 3- tenha todos os pré-requisitos exigidos pelas moças: tem que ser bonito, inteligente, artístico, ter uma personalidade agradável. Bette e Tina estão juntas há sete anos, e acham que este será um passo definitivo em sua relação, uma renovação do amor que sentem uma pela outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dana (Erin Daniels) é a tenista famosa e mal-humorada, homofóbica de acordo com suas amigas (não suporta a idéia de que o mundo saiba de sua orientação sexual), e Alice (Leisha Hailey) é sua fiel amiga, que trabalha em uma revista e acha que todos ao seu redor já fizeram mais sexo do que ela própria. Dana e Alice se protegem de suas próprias solidões, enquanto Shane (Katherine Moennig) só volta pra casa pelas manhãs, voltando da casa de uma de suas garotas; em um dado momento, é dito que "cada vez que Shane entra em uma festa, alguém sai chorando". Completamente desprendida de relacionamentos, Shane gosta do contato físico, corpos, quantidade sobre qualidade. E tem muita confiança em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, &lt;i&gt;last but not least&lt;/i&gt;, temos Jenny (Mia Kirshner), a versão heterossexual dos fatos, noiva do instrutor de natação Tim (Eric Mabius). Recém mudada para Los Angeles e vizinha de Bette e Tina, Jenny é uma escritora frustrada que não sabe o que quer. Ou quem quer. E é aí que entra Marina (Karina Lombard), &lt;i&gt;sexy&lt;/i&gt; e sedutora. Jenny fica perdida entre aquele que até ontem achava ser o amor de sua vida e esta que é amante da literatura, que tem os mesmos gostos que ela, com quem ela encontra uma sintonia que acha que nunca terá com Tim. Marina é dona de um bar onde todas as meninas se encontram diariamente para conversar, irem juntas para a academia ou simplesmente tomar café.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/lword1.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/lword1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/" target="ext"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A série faz sucesso nos EUA e segue a mesma premissa de &lt;i&gt;Queer as Folk&lt;/i&gt;, série lançada previamente pela Showtime (que eu adoro), atualmente em sua quinta temporada. &lt;i&gt;Queer as Folk&lt;/i&gt; conta a história de um grupo de amigos (gays, é claro) vivendo na agitada São Francisco, em meio a triângulos amorosos, estereótipos e noites quentes na boate &lt;i&gt;Babylon&lt;/i&gt;, mostrando muito mais do que os beijinhos das novelas das oito brasileiras. &lt;i&gt;QAF&lt;/i&gt; é uma versão "homo" de &lt;i&gt;Friends&lt;/i&gt;, só que com menos piadas, mais questões sociais e o dobro da duração em cada episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;QAF&lt;/i&gt; começou a ser exibido no canal Cinemax um pouco atrasado em relação à exibição americana, mas logo se recuperou e hoje, no canal MaxPrime (é preciso pagar um pouco mais para assistir), as apresentações têm a diferença mínima que as séries de forma geral têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em &lt;i&gt;The L Word&lt;/i&gt; nada é muito diferente em termos de objetivos; a idéia é mostrar um pouco do que seria o "mundo" das meninas *L*. Elas discutem a maternidade, a questão de se assumir ou não, os amores, as diferenças. Bette, a protagonista, é de descendência afro-americana, e quer que o doador que ela e Tina usarão seja negro, para que a criança "se pareça mais com o que seria um filho das duas". Tina rebate com a insegurança: "será que já não basta ele ter duas mães? Você não acha que é muita *alteridade* em uma criança só?" (alteridade entra aqui traduzindo &lt;i&gt;otherness&lt;/i&gt;, e ainda que a tradução esteja correta, no inglês o sentido é maior, é social, é psicológico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, uma diferença clara (e importante, a meu ver) é que as meninas não discutem - ou pelo menos não até agora - a questão do esterótipo, dos "níveis", de expressar seu gênero de forma X ou Y (o que é feito a todo momento em &lt;i&gt;Queer as Folk&lt;/i&gt;, dividindo os homens em ativos e passivos, "machos" e "queens"). Entre elas tudo é mais sutil, ainda que denso, profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The L Word&lt;/i&gt; chega de forma avassaladora, deixa rastros. Cenas curtas e rápidas, edição afiada, mulheres lindíssimas que não estão nem aí pra eles. Mulheres lindíssimas que roubam suas mulheres. É uma afronta à masculinidade machista, é agressiva mesmo em suas cenas mais suaves - e quase todas o são -, doces, com mulheres que não se despenteiam ao acordar e que ficam bem até fazendo caretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra com L, é claro, todos sabem qual é. O título é genial e parece antecipar os conflitos internos do espectador. A palavra que não deve ser dita. Nada mais puritano, nada mais americano, atual, do que controlar palavras. Não diga "controle", diga "precaução". Não diga "medo", ameace e ponto. Não diga "preconceito", diga "multiculturalismo" (e acene, e sorria). E evite a palavra com F. Mas nunca, nunca diga a palavra com L.&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;(Esse texto foi escrito para e vai sair no &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/" target="_blank"&gt;S&amp;amp;Y&lt;/a&gt; em algum momento, mas eu queria deixar uma cópia dele aqui)&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112230388008973138?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112230388008973138/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112230388008973138&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112230388008973138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112230388008973138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/palavra-com-l.html' title='A palavra com L'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112230280707210748</id><published>2005-07-25T11:44:00.000-03:00</published><updated>2005-07-25T11:46:47.083-03:00</updated><title type='text'>Propaganda</title><content type='html'>Meu texto sobre Dawson's Creek foi pro &lt;a href="http://www.screamyell.com.br" target="_blank"&gt;S&amp;Y&lt;/a&gt;. Pra ir direto pro texto, clique &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/mais/dawsons.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112230280707210748?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112230280707210748/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112230280707210748&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112230280707210748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112230280707210748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/propaganda.html' title='Propaganda'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112168884268763859</id><published>2005-07-18T08:26:00.000-03:00</published><updated>2005-07-18T09:14:02.696-03:00</updated><title type='text'>Good mourning</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Não vou descrever essa manhã sem sol, contar que acordei com beijo e abraço de "bom dia", não vou falar dos novos cursos do mestrado, do jantar que eu ganhei ontem. Não vou contar que hoje vou ao cinema, que vou ter visitas, que o dia vai ser bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Minha alma canta / Vejo o Rio de Janeiro / Estou morrendo de saudade / Rio, teu mar, praias sem fim / Rio, você foi feito pra mim&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cristo Redentor / Braços abertos sobre a Guanabara / Este samba é só porque / Rio, eu gosto de você / A morena vai sambar / Seu corpo todo balançar / Rio de sol, de céu, de mar / Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão&lt;br /&gt;Cristo Redentor / Braços abertos sobre a Guanabara / Este samba é só porque / Rio, eu gosto de você / A morena vai sambar / Seu corpo todo balançar / Aperte o cinto, vamos chegar / Água brilhando, olha a pista chegando / E vamos nós / Aterrar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(Tom Jobim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não vou falar de Tom, que viveu num Rio que inspirava isso tudo. Hoje estou um pouco menos inspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Endangered species, caged in fright / Shot in cold blood, no chance to fight / The stage is set, now pay the price / An ego boost, don't think twice&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Technology, the battle's unfair / You pull the hammer without a care / Squeeze the trigger that makes you Man / Pseudo-safari, the hunt is canned&lt;br /&gt;Tell the truth, you wouldn't dare / The skin and trophy, oh so rare / Silence speaks louder than words / Ignore the guilt, and take your turn&lt;br /&gt;Liars anagram is "lairs" / Man you were never even there / Killed a few feet from the cages / Point blank, you're so courageous&lt;br /&gt;All are gone, all but one / No contest, nowhere to run / No more left, only one / This is it, this is the Countdown to Extinction&lt;br /&gt;One hour from now / another species of life form / will disappear off the face of the planet / forever...and the rate is accelerating&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(Megadeth)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/jornal/rio/169098654.asp"&gt;Hoje&lt;/a&gt; o sol se escondeu. Deve ser medo de bala perdida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112168884268763859?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112168884268763859/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112168884268763859&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112168884268763859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112168884268763859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/good-mourning.html' title='Good mourning'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112152708474538409</id><published>2005-07-16T12:18:00.000-03:00</published><updated>2005-07-16T12:48:08.036-03:00</updated><title type='text'>Sete dias depois... e nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/forget.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/forget.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;a href="http://picasa.google.com/" target="ext"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" alt="Posted by Picasa" style="border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Pedro pedreiro penseiro esperando o trem&lt;br /&gt;Manhã, parece, carece de esperar também&lt;br /&gt;Para o bem de quem tem bem&lt;br /&gt;De quem não tem vintém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro pedreiro fica assim pensando&lt;br /&gt;Assim pensando o tempo passa&lt;br /&gt;E a gente vai ficando pra trás&lt;br /&gt;Esperando, esperando, esperando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando o sol&lt;br /&gt;Esperando o trem&lt;br /&gt;Esperando o aumento&lt;br /&gt;Desde o ano passado&lt;br /&gt;Para o mês que vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro pedreiro penseiro esperando o trem&lt;br /&gt;Manhã, parece, carece de esperar também&lt;br /&gt;Para o bem de quem tem bem&lt;br /&gt;De quem não tem vintém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro pedreiro espera o carnaval&lt;br /&gt;E a sorte grande do bilhete pela federal&lt;br /&gt;Todo mês&lt;br /&gt;Esperando, esperando, esperando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando o sol&lt;br /&gt;Esperando o trem&lt;br /&gt;Esperando o aumento&lt;br /&gt;Para o mês que vem&lt;br /&gt;Esperando a festa&lt;br /&gt;Esperando a sorte&lt;br /&gt;E a mulher de Pedro&lt;br /&gt;Está esperando um filho&lt;br /&gt;Pra esperar também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro pedreiro penseiro esperando o trem&lt;br /&gt;Manhã, parece, carece de esperar também&lt;br /&gt;Para o bem de quem tem bem&lt;br /&gt;De quem não tem vintém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro pedreiro esta esperando a morte&lt;br /&gt;Ou esperando o dia de voltar pro norte&lt;br /&gt;Pedro não sabe mas talvez no fundo&lt;br /&gt;Espere alguma coisa coisa mais linda que o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior do que o mar&lt;br /&gt;Mas pra que sonhar&lt;br /&gt;Se dá o desespero de esperar demais&lt;br /&gt;Pedro pedreiro quer voltar atrás&lt;br /&gt;Quer ser pedreiro pobre e nada mais&lt;br /&gt;Sem ficar esperando, esperando, esperando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando o sol&lt;br /&gt;Esperando o trem&lt;br /&gt;Esperando o aumento para o mês que vem&lt;br /&gt;Esperando um filho pra esperar também,&lt;br /&gt;Esperando a festa&lt;br /&gt;Esperando a sorte&lt;br /&gt;Esperando a morte&lt;br /&gt;Esperando o norte&lt;br /&gt;Esperando o dia de esperar ninguém&lt;br /&gt;Esperando enfim nada mais além&lt;br /&gt;Da esperança aflita, bendita, infinita&lt;br /&gt;Do apito do trem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro pedreiro pedreiro esperando&lt;br /&gt;Pedro pedreiro pedreiro esperando&lt;br /&gt;Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem&lt;br /&gt;Que já vem, que já vem, que já vem que já vemquejávem...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;As coisas costumavam ser bem mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes eu era criança, não tomava decisões, ou quando tomava, elas dependiam da aprovação de alguém da família, que me ama e quer o melhor pra mim. Hoje &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt; tomo minhas decisões, e elas dependem de mim, inicialmente. E depois dependem de pessoas que não me conhecem. Essa é a parte mais difícil. Porque lidar com quem se conhece é mais fácil, lidar com quem te ama incondicionalmente é melhor. Convencer alguém usando suas armas pessoais/emocionais é até uma luta gostosa, mesmo quando se perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o medo do desconhecido é o que mata. Como disse Rilke no texto que tanto gosto, "&lt;i&gt;não é só a inércia a responsável pelas relações humanas se repetirem e repetirem de um caso a outro, indescritivelmente monótonas e não-renovadas: é a timidez diante de qualquer tipo de experiência nova, imprevisível, com a qual não se acredita ser capaz de lidar. Mas somente alguém que esteja pronto para tudo, alguém que nada exclua, nem mesmo o que existe de mais enigmático, poderá viver a relação com o outro de forma viva, e absorvê-la exaustivamente em sua própria existência&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilke falava de relacionamentos amorosos (acredito eu), mas acho que a teoria se aplica a qualquer área de nossas vidas. O medo do inexplicável (título do texto mencionado) é o que paralisa. E, pior ainda, o medo da impotência diante das decisões. Decidir mas depender da decisão de alguém. Decidir e ter que esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, brigadeiro, marido de férias, oitava temporada de &lt;i&gt;Friends&lt;/i&gt; e muita espera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Sobre os filmes mencionados, acabei vendo só &lt;i&gt;Bleu&lt;/i&gt;, e achei o filme um pouco lento, mas muito bonito, imagens lindíssimas muito além do que se vê, além da linda Juliette Binoche. Marido dormiu, mas não acho que foi por causa do filme, era cansaço mesmo. É, eu quero ver os outros.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112152708474538409?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112152708474538409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112152708474538409&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112152708474538409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112152708474538409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/sete-dias-depois-e-nada.html' title='Sete dias depois... e nada'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112094191368186666</id><published>2005-07-09T17:26:00.000-03:00</published><updated>2005-07-09T17:45:13.690-03:00</updated><title type='text'>Aceitar ou não aceitar, eis a questão</title><content type='html'>A culpa é &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/outros/blog_principal.htm" target="_blank"&gt;dele&lt;/a&gt;. Eu agora passo meus dias lendo os arquivos desse &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/" target="_blank"&gt;site maldito&lt;/a&gt; e não faço mais nada da vida. Foi quando eu li &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/secoes/trilogia.html" target="_blank"&gt;esse texto aqui&lt;/a&gt; e resolvi que eu também tenho que ver a &lt;b&gt;trilogia das cores&lt;/b&gt;. Não, eu nunca vi. Não, não sei como pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aluguei &lt;i&gt;Bleu&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Blanc&lt;/i&gt;, com Juliette Binoche e minha querida Julie Delpy, porque Marido disse (ele é minha razão) que três filmes era demais e eu não ia ver. Ele sempre sabe de tudo. Até agora não vi nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é esse maldito outdoor com aquele símbolo de "maior" (&lt;b&gt;&gt;&lt;/b&gt;) escrito "play" embaixo? Odeio essas propagandas que duram semanas pra contar a que vieram. Normalmente é algo que não é do meu interesse, e eu fico ansiosa procurando as pistas pelos outdoors pra nada. Que nem aquela clássica propaganda do Amex, que demorou tanto que outras agências começaram a usar a imagem inicial do "Cadê o Sérgio?" pra seus próprios produtos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então é uma coisa que eu nunca vou poder pagar. Isso tudo é muito chato. É, eu sei que o propósito é deixar o cliente curioso. Eu não preciso disso pra comprar alguma coisa. Preciso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma monografia pra escrever até o dia 29 e só consegui, até agora, transcrever trechos que (acho eu) vou usar para ilustrar meus argumentos. Os argumentos mesmo não tenho ainda, e nem sei o ângulo que vou usar, que &lt;i&gt;quero&lt;/i&gt; usar, que &lt;i&gt;sei&lt;/i&gt; usar. E isso é porque eu &lt;i&gt;gosto&lt;/i&gt; de estudar literatura pós-colonial. Imagino o semestre que vem, aimeudeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marido voltou de viagem e trouxe presentes (uma bolsa com o nome do congresso que agora é minha, um livro infantil superlegal falando da escrita chinesa, balas), como é bom dormir acompanhada, sem medo dos monstros debaixo da cama... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que nos EUA eles estão no armário? Isso me parece meio preconceituoso. Ou melhor, o que será que veio primeiro: os monstros no armário ou o movimento gay? Será que a expressão "sair do armário" vem daí? Tsc, tsc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ditas todas estas coisas, vamos ao mercado que hoje tem &lt;i&gt;fondue&lt;/i&gt; e amigos e a decisão mais difícil da semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112094191368186666?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112094191368186666/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112094191368186666&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112094191368186666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112094191368186666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/aceitar-ou-no-aceitar-eis-questo.html' title='Aceitar ou não aceitar, eis a questão'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112054281126062321</id><published>2005-07-05T02:53:00.000-03:00</published><updated>2005-07-05T11:07:22.690-03:00</updated><title type='text'>Pipoca com chocolate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pipoca, chocolate, cereais, tangerina, uva, melancia, palmito em conserva, coca-cola, pizza requentada. Eu já comi isso tudo hoje, em pequenas porções, ao longo do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/200/dawsons41.jpg" align="right" /&gt;Eu e marido alugamos a primeira temporada de &lt;i&gt;Dawson's Creek&lt;/i&gt; semana passada. Eu, enquanto adolescente, sempre achei que Dawson era o epítome da chatice e me recusava a saber do que se tratava, cansada de ouvir o "frisson" causado pela série na época de escol, que se estendeu aos meus primeiros anos de faculdade. Todo mundo via e todo mundo comentava, e eu só conseguia pensar que não podia haver nada mais chato do que um adolescente filosofando sobre as dúvidas da idade, num excesso verborrágico de discussões existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 24 as opiniões mudam. Agora consigo ter uma certa distência da minha própria adolescência e perceber que os excessos da série, o que parecia inverossímil, é exatamente o que eu pensava sem dizer, as dúvidas, os medos, as estréias. Ansiosa após o primeiro beijo de Joey e Dawson, alugo correndo a segunda temporada (já existem as outras?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jen ama Dawson que ama Joey que acha que ama Jack - que é gay e ainda não ama ninguém. Jen vai morar com a avó. Dawson sofre com o divórcio dos pais. Joey perde a mãe pro câncer. Pacey tem um pai que não acredita no próprio filho. Abby inferniza a vida de todos porque a própria vida não tem graça nenhuma. Andie carrega o mundo sobre os ombros. Não tem nada mais adolescente e mais verdadeiro do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ter 18 anos e de minhas amigas fazerem comentários extremamente magoados sobre como a malvada Joey maltrata o pobre Dawson que é apenas um romântico incorrigível, que só quer que a vida seja simples como num filme do Spielberg, com final feliz e beijo com trilha sonora. &lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/200/jack_joey2.jpg" align="left" /&gt; Lembro de pensar em como era bobo se ofender com um personagem, como era bobo se envolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse eu a menina dentro do armário (de Dawson). Talvez fosse eu a menina que não conseguia se encontrar, talvez eu achasse que Dawson era um chato e que eu faria o mesmo, procuraria as respostas em mim e não com ele. Eu não pensava em nada disso porque nem sabia do que se tratava a história até semana passada, mas é bem provável que aos 16 anos eu achasse que Joey era somente uma garota tentando se encontrar, e que Dawson era um menino muito amado por ela pra ser compreendido por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 16 anos eu tinha o peso do mundo sobre meus ombros, como Andie, e por escolha própria, porque todo adolescente é um pouco esquisito e solitário e inseguro. Aos 17 eu tive as dúvidas de Joey, o que fazer, como encontrar o que é *meu*. Aos 18 eu era Jen, morando com a avó em outra cidade, enfrentando a dificuldade de ter que fazer novos amigos e descobrindo os conflitos entre as gerações. Talvez eu tenha sido até um pouco Jack, no sentido de descobrir a própria identidade. Fui Pacey, a menina insegura que se esconde atrás do sarcasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/dawson2.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/dawson2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante esses anos eu também fui Dawson, idealizando um relacionamento como num filme que ele alega ser realista, um filme onde o conflito está no início e no fim está o beijo. Na minha vida o conflito veio antes, durante e depois do beijo, o que para Dawson pode parecer nada realista (acho que até o fim da série ele deve entender). O beijo é o que faz valer a pena suportar todo o conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/200/dawsonjoey.jpg" align="left" /&gt;Mas com uma coisa concordo com Dawson. Não há nada mais delicioso do que o cinema. E ainda que eu não seja uma grande fã de filmes hollywoodianos atualmente, reconheço que tudo começou ali, a explosão, o crescimento em PG da indústria cinematográfica. Não fossem os clássicos em preto-e-branco, talvez não tivéssemos hoje a pureza do filme iraniano, os silêncios doídos dos filmes japoneses, a rebeldia dos filmes alemães, a beleza dos filmes italianos, os diálogos franceses, maravilhosos. E em todos eles eu acho paralelos com a minha vida, um filme é como um livro, eu vou sempre achar uma maneira de "reescrever" o que me é apresentado de forma minha, única. Nada se cria, tudo se transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei como acaba a série. Dawson não fica com a garota. É aí que ele se dá mal e eu ganho da ficção. Eu fico com o mocinho, caso com pessoas que amo ao meu redor e ainda recebo mensagens via celular (as maravilhas do mundo moderno) dizendo "boa noite" e "eu te amo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe daqui a oito anos, Dawson.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112054281126062321?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112054281126062321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112054281126062321&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112054281126062321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112054281126062321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/pipoca-com-chocolate.html' title='Pipoca com chocolate'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-112049161665597763</id><published>2005-07-04T12:40:00.000-03:00</published><updated>2005-07-04T12:42:16.113-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/secret2.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/secret2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem marido até sexta. &lt;i&gt;God, I miss him&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-112049161665597763?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/112049161665597763/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=112049161665597763&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112049161665597763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/112049161665597763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/07/sem-marido-at-sexta.html' title=''/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111983711302566844</id><published>2005-06-26T22:44:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T22:51:53.026-03:00</updated><title type='text'>Parada do Orgulho GLBT 2005 - Rio de Janeiro</title><content type='html'>A Parada foi linda. Minha câmera estava com a lente imunda, então as fotos saíram uma porcaria. As que se salvaram aí estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/050626%20-%20parada%20do%20orgulho%202005%20003.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/050626%20-%20parada%20do%20orgulho%202005%200041.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/050626%20-%20parada%20do%20orgulho%202005%200061.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/050626%20-%20parada%20do%20orgulho%202005%200131.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/050626%20-%20parada%20do%20orgulho%202005%200232.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que esse tipo de movimento não sirva somente para que uma vez ao ano os gays e lésbicas possam trocar beijos em público.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111983711302566844?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111983711302566844/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111983711302566844&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111983711302566844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111983711302566844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/parada-do-orgulho-glbt-2005-rio-de.html' title='Parada do Orgulho GLBT 2005 - Rio de Janeiro'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111980646796536259</id><published>2005-06-26T14:18:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T14:23:42.976-03:00</updated><title type='text'>Estamos indo...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.arco-iris.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.arco-iris.org.br/paradario/imprensa/2005/banners/banner_b_468x60.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Se for organizado, ficamos. Se for bagunça pura e simples, voltamos, porque eu tenho muita coisa pra estudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111980646796536259?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111980646796536259/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111980646796536259&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111980646796536259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111980646796536259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/estamos-indo.html' title='Estamos indo...'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111958528144814791</id><published>2005-06-24T00:54:00.000-03:00</published><updated>2005-06-24T01:05:54.636-03:00</updated><title type='text'>Nó, Cia. Deborah Colker</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/cordasolivia1.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/cordasolivia1.jpg" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"&lt;i&gt;A estréia foi em maio - não no Rio de Janeiro, mas em Wolfsburgo, Alemanha, em um festival de dança que durou quase todo o mês. Não foi sua primeira apresentação incluindo sapatilhas de ponta (já estavam lá em 4x4, de 2002); mas Deborah Colker inovou - como sempre - em seu mais recente espetáculo Nó, em cartaz no Rio de Janeiro até o fim de julho, de quinta a domingo, no Teatro João Caetano (ali na Praça Tiradentes). A apresentação é dividida em dois atos, Nó e Vitrine. Tudo é muito bonito. A marca de Colker é sempre a multiplicidade de cenas e as possíveis visibilidades em um mesmo momento.&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(Leia o resto &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/mais/deboracolker.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um texto meu que foi parar &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/" target="_blank"&gt;lá&lt;/a&gt;. Culpa do &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/outros/blog_principal.htm" target="_blank"&gt;Marcelo&lt;/a&gt;, que me incentiva a posar de jornalista séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô adorando isso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111958528144814791?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111958528144814791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111958528144814791&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111958528144814791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111958528144814791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/n-cia-deborah-colker.html' title='&lt;i&gt;Nó&lt;/i&gt;, Cia. Deborah Colker'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111955420663123270</id><published>2005-06-23T16:16:00.000-03:00</published><updated>2005-06-23T17:09:22.063-03:00</updated><title type='text'>Dica de blog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/normal.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/pig.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;"&lt;a href="http://postsecret.blogspot.com/" target="_blank"&gt;PostSecret&lt;/a&gt; is an ongoing community art project where people mail-in&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;small&gt;their secrets anonymously on one side of a homemade postcard."&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;You are invited to anonymously contribute your secrets to PostSecret. Each secret can be a regret, hope, funny experience, unseen kindness, fantasy, belief, fear, betrayal, erotic desire, feeling, confession, or childhood humiliation. Reveal anything - as long as it is true and you have never shared it with anyone before.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Create your own 4-by-6-inch postcards out of any mailable material. But please only put one secret on a card. If you want to share two or more secrets, use multiple postcards. (Please do not email your secret.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Please put your complete secret and image on one side of the postcard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tips:&lt;br /&gt;Be brief - the fewer words used the better.&lt;br /&gt;Be legible– - use big, clear and bold lettering.&lt;br /&gt;Be creative - let the postcard be your canvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mail your secrets to:&lt;br /&gt;PostSecret&lt;br /&gt;13345 Copper Ridge Rd&lt;br /&gt;Germantown, Maryland&lt;br /&gt;USA 20874-3454&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dica veio da &lt;a href="http://www.goldenblue.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Ju&lt;/a&gt;. O blog é interessantíssimo. Amei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111955420663123270?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111955420663123270/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111955420663123270&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111955420663123270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111955420663123270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/dica-de-blog.html' title='Dica de blog'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111947067157726631</id><published>2005-06-22T16:50:00.000-03:00</published><updated>2005-06-23T16:23:27.116-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Don't know why, there's no sun up in the sky&lt;br /&gt;Stormy weather, since my man and I ain't together&lt;br /&gt;Keeps raining all the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Life is bare, gloom and misery everywhere&lt;br /&gt;Stormy weather, just can't get my poor old self together&lt;br /&gt;I'm weary all the time, the time, so weary all of the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When he went away, the blues walked in and met me&lt;br /&gt;If he stays away, old rocking chair will get me&lt;br /&gt;All I do is pray, the lord above will let me&lt;br /&gt;walk in the sun once more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Can't go on, everything I had is gone&lt;br /&gt;Stormy weather, since my man and I ain't together&lt;br /&gt;Keeps raining all the time&lt;br /&gt;Keeps raining all of the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I walk around heavy-hearted and sad&lt;br /&gt;Night comes around and I'm still feeling bad&lt;br /&gt;Rain pourin' down, blinding every hope I had&lt;br /&gt;This pitter andd n patter and beating, spattering driving  me mad&lt;br /&gt;Love, love, love, love, the misery will be the end of me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When he went away, the blues walked in and met me&lt;br /&gt;If he stays away, old rocking chair will get me&lt;br /&gt;All I do is pray, the lord above will let me&lt;br /&gt;Walk in the sun once more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Can't go on, everything I had is gone&lt;br /&gt;Stormy weather, since my man and I ain't together&lt;br /&gt;Keeps raining all the time, the time&lt;br /&gt;Keeps raining all the time&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O dia pede uma música assim. Faz frio no Rio (as pessoas implicam com meu sotaque, |&lt;i&gt;faz fril no ril&lt;/i&gt;|), e nada como jazz e marido em casa em dias de frio. Casaco, brigadeiro e &lt;i&gt;Super Mario&lt;/i&gt;. Textos sobre teoria de autobiografia e &lt;a href="http://www.google.com/search?biw=1024&amp;hl=en&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;q=deborah+colker+n%C3%B3&amp;amp;btnG=Google+Search" target="_blank"&gt;pesquisas no Google&lt;/a&gt;. Preenchi formulários de vestibular (não para mim) e ganhei sorvete de presente. Estou tentando baixar o último &lt;i&gt;Brad Pitt&lt;/i&gt; pra fechar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso escrever páginas e páginas, ler outras tantas, terminar três livros, começar outros dois, entregar uma resenha, preparar uma aula, namorar, guardar o almoço na geladeira. Mas tudo fica pra amanhã, hoje eu sigo as ordens do poeta, &lt;i&gt;faço samba e amor até mais tarde&lt;/i&gt;, porque minha agenda prevê chuvas fortes e um clima muito, muito pesado para amanhã.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111947067157726631?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111947067157726631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111947067157726631&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111947067157726631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111947067157726631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/dont-know-why-theres-no-sun-up-in-sky.html' title=''/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111884351585444439</id><published>2005-06-15T10:51:00.000-03:00</published><updated>2005-06-15T10:54:24.770-03:00</updated><title type='text'>AVISO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/OldBoy-Poster.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/OldBoy-Poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;"Mas dizer que Old Boy, de Chan-Wook Park, é um filme de clichês sobre a "ultraviolência", que copia idéias anteriores, seria uma injustiça (o filme ganhou, com justiça, o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2004). Além da palavra que os define, os dois filmes não têm maiores semelhanças. Em Laranja Mecânica, a violência dói aos olhos do espectador porque é teatralizada, porque a violência 'real' é construída pelo próprio espectador, mentalmente. Old Boy rompe com essa idéia, redefine "ultraviolência" e, de quebra, ainda arranca alguns dentes. Com um martelo."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz meu &lt;i&gt;début&lt;/i&gt; hoje no &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/" target=" _blank="&gt;Scream &amp;amp; Yell&lt;/a&gt;. Dêem uma olhada lá : )&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111884351585444439?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111884351585444439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111884351585444439&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111884351585444439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111884351585444439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/aviso.html' title='AVISO'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111866771570675968</id><published>2005-06-13T09:39:00.000-03:00</published><updated>2005-06-14T15:14:35.396-03:00</updated><title type='text'>Por onde andará Stephen Fry?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Depois de passar QUATRO horas do meu sábado dentro de ônibus para garantir meu ingresso para uma apresentação do grupo Momix (pausa para comemoração, gritinhos etc), um domingo com cartão de dia dos namorados (feito à mão e com referência a &lt;i&gt;Before Sunrise&lt;/i&gt; - mais gritinhos), strogonoff, &lt;i&gt;Super Mario World&lt;/i&gt; e mamãe visitando, fomos ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nada é perfeito, eu chego lá e vejo a voz do José Wilker dublando o que deveria ser o meu querido Stephen Fry.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/hitchhiker1.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/hitchhiker1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quase tive um treco. Como os primeiros cinco minutos de &lt;i&gt;The Hitchhiker's Guide to the Galaxy&lt;/i&gt; são ocupados pelo narrador, exceto por uma música (e músicas raramente são traduzidas mesmo, exceto em desenhos), achei que tinha comprado ingresso para uma versão dublada. Depois de pegar o celular pra iluminar o ingresso, quase levantando para sair do cinema, brigar e pegar meu dinheiro de volta porque nele não dizia "cópia dublada", aparece a primeira fala, em inglês britânico bonitinho, com legendas. Ufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, dirigido por Garth Jennings, é genial (e, pelo que li a respeito, o livro é muito melhor), tem tiradas fantásticas no melhor estilo *nonsense* britânico, cheio de referências interessantes. A história é a seguinte: Arthur está deitado na grama do quintal de sua casa (que fica no meio do nada), de pijamas, tentando impedir que um trator derrube tudo para que por ali passe uma estrada intermunicipal. Em uma proporção *um pouco maior*, o planeta Terra está a minutos de ser destruído para a criação de uma estrada intergaláctica. E assim acontece. Os únicos sobreviventes são Trisha (Zooey Deschanel), que é salva por acaso, e Arthur (Martin Freeman), salvo pelo colega de trabalho/alienígena Ford (Mos Def).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu mais gostei foi do robô maníaco-depressivo Marvin (voz de Alan Rickman):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Marvin: I think you ought to know I'm feeling very depressed.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: Life? Don't talk to me about life.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: You can blame the Sirius Cybernetics Corporation for making androids with GPP...&lt;br /&gt;Arthur: Um... what's GPP?&lt;br /&gt;Marvin: Genuine People Personalities. I'm a personality prototype. You can tell, can't you...?&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: Here I am with a brain the size of a planet and they ask me to pick up a piece of paper. Call that job satisfaction? I don't.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: [depressed] I'd make a suggestion, but you wouldn't listen.&lt;br /&gt;[even more depressed]&lt;br /&gt;Marvin: No one ever does.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: I've been talking to the main computer.&lt;br /&gt;Arthur: And?&lt;br /&gt;Marvin: It hates me.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: I've calculated your chance of survival, but I don't think you'll like it.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Marvin: This will all end in tears.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pra finalizar, não poderia faltar...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;So long, and thanks for all the fish&lt;br /&gt;So sad that it should come to this&lt;br /&gt;We tried to warn you all, but, oh dear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You may not share out intellect&lt;br /&gt;Which might explain your disrespect&lt;br /&gt;For all the natural wonders that grow around you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So long, so long, and thanks for all the fish!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The world's about to be destroyed&lt;br /&gt;There's no point getting all annoyed&lt;br /&gt;Lie back and let the planet dissolve around you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despite those nets and tuna feats&lt;br /&gt;We thought that most of you were sweet&lt;br /&gt;Especially tiny tots and your pregnant women&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So long, so long, so long, so long!&lt;br /&gt;So long, so long, so long, so long!&lt;br /&gt;So long, so long, and thanks for all the fish!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I had just one last wish&lt;br /&gt;I would like a tasty fish!&lt;br /&gt;If we could just change one thing&lt;br /&gt;We would all have learnt to sing!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come one and all&lt;br /&gt;Man and mammal&lt;br /&gt;Side by side&lt;br /&gt;In life's great gene pool!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So long, so long, so long, so long!&lt;br /&gt;So long, so long, so long, so long!&lt;br /&gt;So long, so long, and thanks for all the fish!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao chegar em casa, fomos descobrir o porquê de um filme legendado ter o seu narrador dublado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ator José Wilker foi convidado pela Buena Vista para fazer a narração da comédia de ficção científica 'O Guia do Mochileiro das Galáxias', com lançamento agendado para dia 3 de junho nos cinemas brasileiros. Ainda que as cópias sejam legendadas, a voz do guia será dublada para evitar um excesso de informação na tela. Isso porque toda vez que o guia explica algo surgem muitos efeitos gráficos, o que acabaria conflitando com a legenda da narração."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(Fonte: &lt;a href="http://www.cineminha.com.br/" target="_blank"&gt;Cineminha&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ok, acho justo. Nós temos uma cópia "caseira" do filme, sem legendas, e acabamos decidindo por ver no cinema. É muita informação. Não dá pra se *perder*, mas sentimos que estávamos perdendo as piadas. Provavelmente, a combinação [informações gráficas] + [legendas] poderia causar Ainda assim, eu preferia legendas a não ter Stephen Fry.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111866771570675968?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111866771570675968/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111866771570675968&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111866771570675968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111866771570675968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/por-onde-andar-stephen-fry.html' title='Por onde andará Stephen Fry?'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111846137838125815</id><published>2005-06-11T00:42:00.000-03:00</published><updated>2005-06-11T01:20:02.250-03:00</updated><title type='text'>Dare mo shiranai (2004)</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/dare%20mo%20shiranai%203.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;(Eu estava com esse filme *em banho-maria*, esperando a coragem pra falar dele.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sempre, mas há dias em que eu vou ao cinema e tenho um momento "noveleira" (pausa para explicar o &lt;b&gt;meu&lt;/b&gt; significado pra "noveleira").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Glossário&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;Quem vê novela todo dia acaba se sentindo "parte" da história: sofre junto, ama junto, faz comentários como se fosse amiga íntima dos personagens e ainda critica atitudes, escolhas, como se tudo fosse *real* e não uma obra da cabeça de Gloria Perez ou outro autor de novelas qualquer.&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;/Glossário&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu vou ao cinema e levo tudo como se fosse pessoal, como se fosse *real* (atenção para a diferença entre *real* e *verossímil*). Me sinto um pouco ridícula. Nesse dia especialmente, o filme acabou, as luzes acenderam e eu simplesmente não conseguia parar de chorar. Levei uns cinco minutos para conseguir &lt;b&gt;fingir&lt;/b&gt; que tinha passado, levantei, fui ao banheiro, lavei o rosto, só pra sair de lá e chorar mais uma meia hora nos braços do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dare mo shiranai&lt;/i&gt;, filme escrito e dirigido por Hirokazu Koreeda, conta a história de quatro irmãos (de aproximadamente 13, 11, 7 e 5 anos) onde três deles, orientados pela mãe, não podem *existir* aos olhos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes vistos pelos olhos de crianças são sempre mais apelativos, doídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme acontece no Japão, mas poderia ser em qualquer outro lugar. Mãe solteira, sem ter de onde tirar dinheiro para sustentar seus filhos, Keiko (You) sofre preconceito e não é aceita nos apartamentos vagos para aluguel por ter que trabalhar fora e deixar os filhos "incomodando" a vizinhança. Numa nova tentativa, chega no que será seu novo "lar" apenas com Akira (Yûya Yagira), o filho mais velho, enquanto os filhos menores são levados dentro de malas e a quarta chega depois, se apresentando como prima da família.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/dare%20mo%20shiranai%2021.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Yûya Yagira, com apenas 14 anos, ganhou - merecidamente - o&lt;br /&gt;prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2004. &lt;i&gt;That's something&lt;/i&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;As crianças, exceto por Akira, são mantidas dentro do apartamento e proibidas de fazer barulho. Nenhum dos quatro vai à escola, mas a mãe incentiva os mais velhos a estudar japonês e matemática. Keiko se ausenta durante as noites, alegando ir trabalhar, e volta bêbada, quando volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tensão começa quando, em sucessivos atos de covardia, as ausências de Keiko dentro de casa vão aumentando e aumentando, até levar ao completo abandono de seus filhos. Keiko não é uma mãe insensível, e isso é deixado claro no filme. Mas é uma mãe desesperada, e irresponsável. Mandando cada vez menos dinheiro, pelo correio, as crianças (que não podem nem sair de casa) vão sendo criadas pelo menino Akira, que faz um esforço enorme e mostra durante todo o filme um amor imensurável pelos irmãos, nem sempre está disposto a cumprir a função que lhe foi "outorgada". A decisão é de continuar mantendo os irmãos escondidos, ou quase, daí o nome do filme, &lt;i&gt;Nobody Knows&lt;/i&gt; (ou, na tradução em português, &lt;i&gt;Ninguém pode saber&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento mais lindo, na minha opinião (e do qual não consegui uma foto), é o dia em que a filha menor faz aniversário, e como presente, Akira a tira de casa e a leva para passear no centro da cidade, com feiras, barulho, trânsito, gente - coisas com as quais a garotinha não está acostumada. E ela (que é a criança mais linda do mundo) coloca sua mochila e seus tamanquinhos de bichinho, que fazem um guincho a cada passo; os tamanquinhos são a sua maneira de dizer para o mundo, "eu existo, olhem para mim, e olhem rápido porque logo logo eu voltarei a estar presa naquele apartamento cheio de brinquedos que tentam suprir as minhas faltas". E, de mãos dadas com seu irmão, vai descobrindo o mundo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/dare%20mo%20shiranai%2011.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O filme é triste até o último segundo, e ao mesmo tempo, igualmente bonito. É um filme que mostra o medo e o amor. A luta de Akira para que seus irmãos tenham uma vida confortável, o sufoco de tentar um emprego aos treze anos (e não conseguir), o medo de que algum assistente social descubra as condições em que eles vivem e separe os quatro, a fome, a miséria, o cansaço, é tudo muito, muito triste. Mas ao mesmo tempo lindo, lindo, é um filme sobre o amor fraterno, sobre a amizade, sobre cuidado, carinho, atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre viver, s-o-b-r-e-v-i-v-e-r.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111846137838125815?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111846137838125815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111846137838125815&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111846137838125815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111846137838125815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/dare-mo-shiranai-2004.html' title='Dare mo shiranai (2004)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111845246229154426</id><published>2005-06-10T22:14:00.000-03:00</published><updated>2005-06-10T22:29:45.963-03:00</updated><title type='text'>Momento *nessas horas eu queria ser novaiorquina*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/monty%20phyton%27s%20spamelot.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/monty%20phyton%27s%20spamelot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;... e Monty Phyton levou o &lt;i&gt;Tony Award&lt;/i&gt; de melhor musical este ano, com &lt;i&gt;Spamalot&lt;/i&gt; (reparem: Hank Azaria como Sir Lancelot e Tim Curry como King Arthur)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/who%27s%20afraid%20of%20virginia%20woolf.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/who%27s%20afraid%20of%20virginia%20woolf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;... e Bill Irwing, muito bem acompanhado por Kathleen Turner, levou o de melhor ator dramático em &lt;i&gt;Who's Afraid of Virginia Woolf&lt;/i&gt;, fantástica peça de Edward Albee...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e eu queria ir mais ao teatro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111845246229154426?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111845246229154426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111845246229154426&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111845246229154426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111845246229154426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/momento-nessas-horas-eu-queria-ser.html' title='Momento *nessas horas eu queria ser novaiorquina*'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111823636603965821</id><published>2005-06-08T09:40:00.000-03:00</published><updated>2005-06-09T16:40:50.743-03:00</updated><title type='text'>Parem o mundo que eu quero descer</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu estava chegando em casa com o marido e resolvemos pegar a entrada lateral do prédio, que chega até a área dos elevadores passando pelo pátio onde tem uma quadra de esportes, uns brinquedos pra crianças, mesa de pingue-pongue, essas coisas. E crianças fofas correndo, gritando, atirando coisas umas nas outras - é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pelo portão, já com medo do que poderia voar em nossas cabeças - uma bola, uma garrafa plástica, um skate, talvez uma criança menor que as outras - e, para minha surpresa, eles estavam brincando do outro lado. Tudo bem, pensei, agora é só a gente se desviar das goteiras feitas pelas centenas de aparelhos de ar condicionado (o fundo do prédio dá para este pátio) e estaremos a salvo. Quando chego na área coberta - a da mesa de pingue-pongue -, veio o choque: as crianças estavam ali. Brincando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas tinha um revólver de plástico em uma das mãos, apontada na direção do outro braço, sob o qual estava uma outra criança (uma menina), sendo segurada pelo pescoço, sorrindo, alegre. Na frente deles, duas outras crianças com mais dois revólveres de plástico (se estivéssemos nos EUA, seriam de verdade - preconceito meu?), negociando com o dono da primeira *arma*. Eles estavam &lt;i&gt;brincando de seqüestro&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu entrei no elevador pensando que tipo de cultura carioca é essa, onde as crianças brincam de seqüestro. Que tipo de educação a mídia está transferindo para essas crianças? O que passa na cabeça delas, o que será que aquilo significa? O que significa pra mim ver crianças brincando com esse tipo de relação de poder? Qual teria sido a brincadeira seguinte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando nos meus filhos e em como reagir a uma coisa dessas. É errado *brincar de seqüestro*? É errado praticar o que a sociedade dá como exemplo? A realidade da classe média carioca é essa. Não temos o exemplo na televisão. Onde aprender a brincar de casinha, a jogar bola de gude, pular corda? O que eles vêem é a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos mais mães com vestidos rodados que cozinham extremamente bem e pais que passam o dia no escritório e chegam em casa em carros enormes de pasta na mão. E, eu penso, ainda bem. Mas me assusta muito a idéia de que a violência como brincadeira esteja tão atualizada, tão &lt;i&gt;up-to-date&lt;/i&gt;. Uma coisa é brincar de *polícia-ladrão* de uma forma genérica, maniqueísta. *Princesa-bruxa*. *Cavaleiro-monstro*. Mas brincar de *seqüestrador-polícia*, no Rio, me deixa dúvidas. Será que as crianças sabem quem ali é o bandido? Eu não sei.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111823636603965821?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111823636603965821/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111823636603965821&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111823636603965821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111823636603965821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/parem-o-mundo-que-eu-quero-descer.html' title='Parem o mundo que eu quero descer'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111776099443629015</id><published>2005-06-02T21:58:00.000-03:00</published><updated>2005-06-02T22:16:53.380-03:00</updated><title type='text'>Look at the stars, look how they shine for you</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"&lt;i&gt;Não há nada de errado em ter piedade de si mesmo. A auto-piedade, para gerar músicas, é tão útil quanto o ciúme, a raiva e a ambição e provavelmente melhor do que os outros pecados mortais. Não há nada de errado, tampouco, em buscar a grandiosidade musical, usando toda capacidade de estúdio disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a sensibilidade masculina, uma qualidade ameaçada na cultura popular cheia de provocações e machismo, não deveria ser rebaixada, independentemente de quão risível pode ser na prática. Por fim, usar lições de bandas anteriores para se criar um som é virtualmente inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coldplay ensaia antes de apresentação no Harvey Theater, no Brooklyn, em Nova York, em maio deste anoMas o Coldplay é tudo isso junto, a banda mais insuportável da década.&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(Tradução - texto de Jon Pareles, do NYT.&lt;br /&gt;Leia o resto desta matéria &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2005/06/02/ult574u5489.jhtm"&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou me peça por &lt;a href="mailto:gabrielafroes@terra.com.br"&gt;email&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu leio isso e penso, "alguém me compreende". Coldplay é uma banda que eu adoro odiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele ditado, "Se todo mundo gostasse do amarelo, o que seria do azul?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Give the blues. I hate &lt;i&gt;Yellow&lt;/i&gt;. E todo o resto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111776099443629015?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111776099443629015/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111776099443629015&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111776099443629015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111776099443629015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/look-at-stars-look-how-they-shine-for.html' title='Look at the stars, look how they shine for you'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111768686302934220</id><published>2005-06-02T00:50:00.000-03:00</published><updated>2005-06-02T01:39:31.296-03:00</updated><title type='text'>Só um "PS" (sobre o post abaixo)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ok, já foram cinco as pessoas que me disseram (ou comentaram aqui) "ah, mas eu achei que esse final foi ótimo". Quero deixar claro que não estou dizendo que o final é ruim &lt;b&gt;porque acaba sem a gente saber no que vai dar&lt;/b&gt;. Não estou dizendo que achei o final ruim porque ele acaba em aberto. Eu gosto de finais em aberto, nada mais realista. Mas até &lt;i&gt;Cast Away&lt;/i&gt; (2000, época em que finais em aberto ainda nem tinham como ser &lt;i&gt;cliché&lt;/i&gt;) tem um caminho melhor para a sua resolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada mais chato que um final feliz, nada mais inverossímil do que um beijo com música clássica (ou pop-romântica) de fundo e aquela impressão de que o resto da vida serão momentos de felicidade congelados naquela cena. Diferente de um final em aberto, no final romântico-amoroso a gente acha que eles vão ser felizes pra sempre. No final em aberto a gente não acha que a pobre moça vai ser perdida pra sempre, a gente tem *esperança*. Um final em aberto é esperança pro personagem, mas mais do que isso, é esperança pro espectador. Em algum nível, pode-se dizer até que, nos dias de hoje, um final em aberto é mais perigoso do que um final meloso. Porque no meloso ninguém acredita mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(No meu melhor estilo &lt;a href="http://andersonteacher.blog.uol.com.br"&gt;Anderson&lt;/a&gt;, eu diria que "a encruzilhada é o novo beijo na boca com fogos de artifício".)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é esse o caso. &lt;i&gt;Maria...&lt;/i&gt; tem um final ruim (vejam bem, não &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; ruim) porque não é preparado. Não é como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0408664/"&gt;&lt;i&gt;Dare mo shiranai&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (veja a dica na seção "Cinema" ali do lado), que também acaba em aberto mas é um &lt;b&gt;puta&lt;/b&gt; final. É em aberto &lt;b&gt;e&lt;/b&gt; é bom. Porque te prepara pra isso, porque tem um ápice de extremo apelo social, que quando começa a descer te leva praquela cena em que você vê e pensa, "que filme lindo", com tom de conclusão, porque &lt;b&gt;sabe&lt;/b&gt; que acabou, mesmo antes de acabar. Porque não tem mais o que acontecer, o resto seria repetitivo ou utópico demais, e nunca iria satisfazer um espectador exigente. Como eu, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Maria...&lt;/i&gt; tem seu ápice, em minha opinião, quase no início, com a morte da personagem Lucy. Depois de um choque daqueles, nada mais assusta tanto. O filme podia acabar ali e eu ia achar lindo. Um excelente curta. Mas depois disso, o filme não tem uma "ação conflitante" (emprestado do inglês) que cresce para uma situação que cause a resolução (no caso destes filmes pós-coloniais, a não-resolução) final. Eu simplesmente fiquei esperando por mais do que um velório para Lucy e uma ultrassonografia, e não aconteceu, e o filme acabou. Puf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se a morte de Lucy demorasse mais a acontecer. Eu sei que não poderia ser no final, mas em uma segunda viagem, talvez. Tudo aconteceu muito rápido, e ainda que talvez aí esteja a ironia (na rapidez em que as atrocidades acontecem), a minha opinião é de que esse tipo de ordenação narrativa é mais pra documentário; no cinema dito "ficção", por mais realista que um filme possa ser, ele deve seguir uma certa ordem e causar algum tipo de tensão, para que valha a pena o ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entendam mal, adoro filmes sobre rotinas. Amo filmes que são "recortes", muito mais do que histórias "redondinhas". Claro, têm que ser rotinas interessantes, e &lt;i&gt;Maria...&lt;/i&gt; o é. Muito. Só acho que foi mal conduzido. Concordo que esse é o final ideal, mas não gostei do que *não* veio antes dele. Só que tudo o que veio antes foi bom, então eu culpo o final. A culpa na verdade é do roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o filme´muito bom, pelo tema, pela discussão que ele cria, pelas reflexões que gera. E até gosto do final. Mas não gosto da forma como o filme chega até ele, é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111768686302934220?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111768686302934220/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111768686302934220&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111768686302934220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111768686302934220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/06/s-um-ps-sobre-o-post-abaixo.html' title='Só um &quot;PS&quot; (sobre o post abaixo)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111749388326945796</id><published>2005-05-30T19:58:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T20:04:50.986-03:00</updated><title type='text'>Maria Full of Grace (2004)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ontem assisti ao comentado "Maria Cheia de Graça" (&lt;i&gt;Maria Full of Grace&lt;/i&gt;, 2004), dirigido por Joshua Marston. Achei o final, sei lá, pós-moderno demais. "Em aberto" demais. Acho que já deu. Chega de finais pós-modernos, chega de futuros incertos, queridos diretores. Vamos dar ao espectador um gostinho do futuro desses personagens. Ou pelo menos justificar o fim de um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim. Maria passa todos os seus dias em um trabalho braçal, mecânico, "desespinhando" flores, pra ajudar nas despesas de casa, onde mora com sua mãe, irmã e sobrinho recém-nascido. Um dia se revolta com a situação e larga tudo, e nesse meio tempo, sem saber o que fazer, para onde ir, aparece Franklin, que vê na brecha de revolta de Maria uma excelente candidata à "mula". Não sei se é assim que se diz em português, mas o fato é que a moça teria que viajar da Colômbia até os Estados Unidos (mais especificamente, NY), carregando em seu estômago nada menos que &lt;b&gt;sessenta e duas&lt;/b&gt; fartas cápsulas de cocaína, ou seja lá o que fosse aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo todo é mostrado no filme, o que torna a história interessantíssima, socialmente falando. Como é feita a cápsula, como ela faz para engolir, as sensações, os vários riscos da transação, desde o perigo de uma delas se romper (o que causaria a morte certa) até a passagem pela polícia ao chegar no aeroporto norte-americano, o medo, os maus-tratos sofridos pelos &lt;i&gt;latinos&lt;/i&gt; que lá a recebem, etc, etc, etc. O filme é excelente como denúncia, discute um tema seriíssimo sob o ponto de vista de uma mulher latina pobre, o que é excelente em termos feministas e/ou pós-coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não gostei do final. Se você odeia saber o final de um filme, pare de ler agora.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/640/maria_1024.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/maria_1024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Reparem no simbolismo do cartaz. Isso é poesia pura.&lt;br /&gt;É impressionante como uma imagem tão simples pode conter&lt;br /&gt;tantos significados.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O final deste filme é previsível e não tem um propósito claro. Não sei se é um problema de direção, de roteiro, de sei lá o quê, não sou crítica de cinema, não entendo de direções e na verdade não me interesso tanto assim. Mas o que deveria ser um final genial, daqueles no estilo "Moça com brinco de pérola" (que virou filme, &lt;i&gt;Girl With a Pearl Earring&lt;/i&gt;, 2003), com um gostinho de esperança e vários caminhos a traçar, acabou como um final meio bobo tentando imitar uma tendência geral que as narrativas pós-coloniais atuais têm tentado seguir. O filme acabou e eu levei um susto, achando que ainda tinha mais história por vir. É um final bem parecido com o do livro de Tracy Chevalier (devo confessar que não lembro se o filme acaba assim, mas leiam o livro, é uma delícia), porém não nos dá justificativas para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que não valha a pena. "Maria cheia de graça" já vale a pena só pelo que nos mostra a respeito desta realidade das drogas. E não deixa de ser uma história bonita sobre a mocinha transgressora. Mas, Joshua Marston (que também escreveu o roteiro) que me perdoe, o final deixa muito a desejar. Muito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111749388326945796?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111749388326945796/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111749388326945796&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111749388326945796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111749388326945796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/maria-full-of-grace-2004.html' title='Maria Full of Grace (2004)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111709372789331549</id><published>2005-05-26T04:48:00.000-03:00</published><updated>2005-05-26T05:04:47.453-03:00</updated><title type='text'>(na voz de Joni Mitchell), "Comes Love"</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/two.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Comes a rain storm&lt;br /&gt;Put your rubbers on your feet&lt;br /&gt;Comes a snow storm&lt;br /&gt;You can get a little heat&lt;br /&gt;Comes love&lt;br /&gt;Nothing can be done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comes a fire&lt;br /&gt;Then you know just what to do&lt;br /&gt;Blow a tire&lt;br /&gt;You can buy another shoe&lt;br /&gt;Comes love&lt;br /&gt;Nothing can be done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don’t try hidin’ 'cause there isn’t any use&lt;br /&gt;You’ll start slidin’ when your heart turns on the juice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comes a headache&lt;br /&gt;You can lose it in a day&lt;br /&gt;Comes a toothache&lt;br /&gt;See the dentist right away&lt;br /&gt;Comes love&lt;br /&gt;Nothing can be done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comes a heat wave&lt;br /&gt;You can hurry to the shore&lt;br /&gt;Comes a summons&lt;br /&gt;You can hide behind the door&lt;br /&gt;Comes love&lt;br /&gt;Nothing can be done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comes the measles&lt;br /&gt;You can quarantine the room&lt;br /&gt;Comes a mousie&lt;br /&gt;You can chase it with a broom&lt;br /&gt;Comes love&lt;br /&gt;Nothing can be done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That’s all brother, If you’ve ever been in love&lt;br /&gt;That’s all brother, you know what I’m speaking of&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comes a nightmare&lt;br /&gt;You can always stay awake&lt;br /&gt;Comes depression&lt;br /&gt;You may get another break&lt;br /&gt;Comes love&lt;br /&gt;Nothing can be done&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Andavam de mãos dadas pelas ruas como dois irmãos. Eram como irmãos, ela brigava quando ele agia de forma insensível, ele sacudia as mão sobre os cabelos dela e saía correndo, ela atrás, mas nunca alcançava. Ele vinha até ela quando precisava de conselhos, e ela sempre tinha uma palavra amiga, um colo, um carinho. Era sua melhor amiga. Era seu melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheceram-se muitos anos antes, em uma noite com amigos em comum. Ela achou engraçada a maneira como ele ajeitava os cabelos lisos e negros compulsivamente, como que um tique; e ele adorou o fato de uma menina gostar de &lt;i&gt;videogame&lt;/i&gt; e dos livros do Poe. Ficaram amigos instantaneamente, ninguém acreditava que tinham se conhecido há tão pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham seus irmãos mas precisavam um do outro, era como sentir sede, era como se um não existisse sem o outro, era como de mentira. Gostavam de brincar de adivinhar o pensamento um do outro, de ler a palma das mãos, inventar futuros distantes, sempre juntos, sempre um. Não tinham ciúmes, a barreira do gênero não existia. Ele tinha namoradinhas que não gostavam dela, ela deixava os mocinhos que fizessem chantagem por causa dele. E no fim sempre voltavam um pro outro, pra rir das próprias desventuras, pra chorar quando fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anos passavam assim, entraram na faculdade, se viam nos finais de semana, conversavam via Internet, trocavam mensagens de celular. Ela, engenharia, ele, fisioterapia. Se encontravam ainda para estudar, ela números, ele nomes. Brincavam com as palavras dos livros, ele tentando desvendar os mistérios dos eixos X e Y, ela compreendendo as particularidades das articulações do joelho. No fim do dia, perdiam-se em corridas, perseguições, peregrinações medievais, competindo ou se ajudando através de seus fiéis &lt;i&gt;joysticks&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma dessas noites. Ele mexeu nos cabelos (então já compridos) como de costume, o mesmo movimento de sempre, mas era outro. Ela não soube e não sabe até hoje descrever o que sentiu naquele momento. Ele era o mesmo mas era outro. Era seu querido e era um desconhecido. Ela corou. Torceu pra que ele não visse o que devia ser esquecido. Ele perguntou. Nada. Ele insistiu. Nada! Ele implicou. Não enche meu saco, porra! Saiu batendo o pé. Ele riu e continuou jogando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi para casa com os olhos vermelhos, cobrindo o rosto com o casaco porque seus cabelos curtos, rebeldes, arrepiados, não serviam nem pra esconder a sua dor. Ela sabia o que era. Ela sabia que um dia ia acontecer. Intuição feminina, premonição ariana, &lt;i&gt;you name it&lt;/i&gt;. Era um daqueles momentos da vida em que você tem que escolher um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte não atendeu o telefone. Não respondeu as mensagens do celular. Não ligou o computador. O rosto inchado, uma caixa de bombons aberta, os papéis ao redor, por cima da mesa. Na parede, na mesa, no criado-mudo, na bancada, fotos. O dia em que foram ao parque. O dia em que ela cortou os cabelos. O dia em que ele levou trote. As férias na praia. A prova final de cálculo. Ele estava em todos os cantos, até quando ela fechava os olhos. Nunca tinha reparado em como ele era bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entendeu o recado depois de uma semana. Anos antes, tiveram aquela conversa, e ele achou desnecessária, improvável, impossível. Entendeu e chorou, sabendo que tinha prometido respeitar, como ela prometeu se a situação fosse contrária. Eram mais jovens, eram tolos. Mas ele jurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que naquele momento perdia metade de si. Ou talvez ou pouquinho mais da metade. Colocou numa caixa as fotos e os livros do Poe. Olhou pro lápis com o qual ela desenhava as linhas na mão dele. Ela nunca foi boa em desenho. Tentou desenhar ele próprio a sua linha da vida. A ponta quebrou.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111709372789331549?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111709372789331549/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111709372789331549&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111709372789331549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111709372789331549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/na-voz-de-joni-mitchell-comes-love.html' title='(na voz de Joni Mitchell), &quot;Comes Love&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111681271532447236</id><published>2005-05-22T22:39:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T10:23:57.016-03:00</updated><title type='text'>Sobre o medo do inexplicável</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;p align="justify"&gt;"We must assume our existence as broadly as we in any way can; everything, even the unheard-of, must be possible in it. That is at bottom the only courage that is demanded of us: to have courage for the most strange, the most singular and the most inexplicable that we may encounter. That mankind has in this sense been cowardly has done life endless harm; the experiences that are called "visions," the whole so-called "spirit-world," death, all those things that are so closely akin to us, have by daily parrying been so crowded out of life that the senses with which we could have grasped them are atrophied. To say nothing of God.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But fear of the inexplicable has not alone impoverished the existence of the individual; the relationship between one human being and another has also been cramped by it, as though it had been lifted out of the riverbed of endless possibilities and set down in a fallow spot on the bank, to which nothing happens. &lt;b&gt;For it is not inertia alone that is responsible for human relationships repeating themselves from case to case, indescribably monotonous and unrenewed: it is shyness before any sort of new, unforeseeable experience with which one does not think oneself able to cope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But only someone who is ready for everything, who excludes nothing, not even the most enigmatical, will live the relation to another as something alive&lt;/b&gt; and will himself draw exhaustively from his own existence. For if we think of this existence of the individual as a larger or smaller room, it appears evident that most people learn to know only a corner of their room, a place by the window, a strip of floor on which they walk up and down. Thus they have a certain security. And yet that dangerous insecurity is so much more human which drives the prisoners in Poe's stories to feel out the shapes of their horrible dungeons and not be strangers to the unspeakable terror of their abode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We, however, are not prisoners. No traps or snares are set about us, and there is nothing which should intimidate or worry us. We are set down in life as in the element to which we best correspond, and over and above this we have through thousands of years of accommodation become so like this life, that when we hold still we are, through a happy mimicry, scarcely to be distinguished from all that surrounds us. We have no reason to mistrust our world, for it is not against us. Has it terrors, they are our terrors; has it abysses, those abuses belong to us; are dangers at hand, we must try to love them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And if only we arrange our life according to that principle which counsels us that we must always hold to the difficult, then that which now still seems to us the most alien will become what we most trust and find most faithful. How should we be able to forget those ancient myths about dragons that at the last moment turn into princesses; perhaps all the dragons of our lives are princesses who are only waiting to see us once beautiful and brave. Perhaps everything terrible is in its deepest being something helpless that wants help from us."&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(Rilke, &lt;u&gt;Fear of the Inexplicable&lt;/u&gt;)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;(o trecho em negrito é o trecho mencionado no filme &lt;i&gt;Kissing Jessica Stein&lt;/i&gt;. Mas o texto todo é muito, muito bonito.)&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111681271532447236?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111681271532447236/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111681271532447236&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111681271532447236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111681271532447236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/sobre-o-medo-do-inexplicvel.html' title='Sobre o medo do inexplicável'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111662377262484386</id><published>2005-05-20T18:16:00.000-03:00</published><updated>2005-05-20T18:40:19.546-03:00</updated><title type='text'>Kissing Jessica Stein (2002)</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/kjs287.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/kjs287.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Beijando Jessica Stein" (Kissing Jessica Stein, EUA/2002) tem quase tudo pra ser mais uma comédia romântica tipicamente americana. Mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca pensou, naqueles altos momentos de solidão, em dar uma olhadinha no correio sentimental do jornal? Eu nunca pensei. De verdade. Ora, hoje em dia tem internet, tem os sites que juram que acham pra você a sua alma gêmea (sem trocadilhos, sem propaganda - juro), e nesses eu confesso que já fui. Desastre total, claro. Nunca passei do segundo email.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não estamos falando de mim, estamos falando de Jessica Stein (Jennifer Westfeldt),&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/200/ent_jessicastein08.jpg" align="right" /&gt; jornalista, um pouco tímida, um tanto paranóica, uns probleminhas com seu chefe, pintora não-assumida nas horas vagas. Sua família constantemente comenta (na sua presença, claro) o fato de ela não conseguir fazer seus relacionamentos durarem. Seu irmão vai se casar e bate aquela sensação de "vou ficar pra tia" que ninguém deseja nunca sentir, mais pra não ser cobrado do que porque odeia ficar sozinho mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado importante: Jessica não gosta de computadores e não manda emails. Complicado pra ela seria ir aos sites de encontro virtual. Jornal é fácil. Ela resolve responder a um dos anúncios. Um que cita Rilke. Ela adora Rilke. Por quê não responder, por quê não se arriscar? E arrisca. Mas *detalhe*: o anúncio saiu da seção "mulher procura mulher", e é aí que Jessica conhece &lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/200/kjs400.jpg" align="left" /&gt;Helen Cooper (Heather Juergensen), curadora de arte, descolada, sedutora, muitos amigos, vida sexual ativérrima, um passado cheio de homens, procurando novos caminhos pra encontrar o amor da sua vida. E resolve dar uma chance às mulheres, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vocês já sabem, rola aquele "click", elas se descobrem almas gêmeas. E até aí, mais uma comédia romântica típica. Mas o filme vai além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação com a família, a diferença das vidas que levam, os problemas em se assumir ou em não conseguir se assumir, os medos, a cumplicidade, a ternura, a honestidade e principalmente a &lt;b&gt;amizade&lt;/b&gt; de Jessica e Helen fazem deste não apenas mais um filme &lt;i&gt;meg ryaniano&lt;/i&gt;. Mais do que um filme que discute abertamente o homossexualismo, é um filme sobre aceitar e respeitar as escolhas do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores amigos de Helen são um casal de homens, a melhor amiga de Jessica é heterossexual, casada e está grávida. Não são mundos tão diferentes assim. O que eles têm em comum? O amor. E amor todo mundo sente igual, homem mulher hetero gay &lt;i&gt;whatever&lt;/i&gt;. E toda a atmosfera do filme mostra isso, é tudo muito natural e é tudo muito aconchegante.&lt;br /&gt;O amor. Jessica ama Helen e suas ousadias, Helen ama Jessica e seu pé no chão. A família de Jessica ama Jessica E sua namorada, e não APESAR DE. Simples e quase inverossímil de tão lindo. De dar arrepios. De se emocionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Beijando Jessica Stein" tinha quase tudo pra ser clichê. Mas sobrou respeito e transbordou amor.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/kissing_jessica_31.jpg"&gt;&lt;img class="phostImg" src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/kissing_jessica_31.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111662377262484386?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111662377262484386/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111662377262484386&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111662377262484386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111662377262484386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/kissing-jessica-stein-2002.html' title='Kissing Jessica Stein (2002)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111634273087102847</id><published>2005-05-17T12:07:00.000-03:00</published><updated>2005-05-17T12:12:10.876-03:00</updated><title type='text'>Da série "Lendo por aí"</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;"&lt;i&gt;As pessoas se entregam à vida pela madrugada por acreditarem&lt;br /&gt;que, no mesmo período do dia que serve para alimentar o&lt;br /&gt;subconsciente, a realidade pode ganhar o mesmo sabor dos sonhos.&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;Do querido &lt;a href="http://slothsam.blogger.com.br/"&gt;Gui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E não é que faz sentido? : )&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111634273087102847?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111634273087102847/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111634273087102847&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111634273087102847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111634273087102847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/da-srie-lendo-por.html' title='Da série &quot;Lendo por aí&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111628550156047797</id><published>2005-05-16T19:55:00.000-03:00</published><updated>2005-05-16T20:41:07.226-03:00</updated><title type='text'>Sobre feminilidade - ou seja lá o que isso for</title><content type='html'>A &lt;a href="http://economizandovida.blogspot.com/"&gt;Gi&lt;/a&gt; copiou o seguinte no blog dela:&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;De acordo com a teoria da psicóloga [Cláudya Toledo], "as mulheres cabeça" são inteligentes e bem-sucedidas, mas têm profundos bloqueios de relacionamento com o sexo oposto. Ainda segundo a tese, a gente sabe que está sofrendo da síndrome quando "pensa mais que sente e não utiliza a feminilidade para conquistar e amarrar o homem". Essa tal mulher cabeça também não tem, supostamente, postura suficientemente feminina.&lt;/i&gt;" (da &lt;a href="http://www.msn.com.br/mulher/extra/"&gt;Tpm&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;_______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu quis me meter. "Postura feminina" é um conceito muito vago. Estamos em 2005 ou não estamos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vago por dois motivos: primeiro, porque o uso do termo "postura feminina" reduz a feminilidade a um mero fator *copulativo*. E não é. "Ser feminina é um artifício &lt;u&gt;para&lt;/u&gt; o homem". E se não for? Ser mãe também é ser feminina, oras, e não existe nada de menos sexual do que isso. Tem tanta lésbica por aí que é muito mais feminina do que eu... e será que o são pra atrair alguém? E os casais de mulheres (e de homens) onde os dois são extremamente femininos? Quem usou o quê para atrair quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, porque cria a idéia de que existe um tipo humano "essencialmente feminino", e que "esse sim, serve para um homem". Isso é subestimar as mulheres, e mais ainda, é subestimar os homens. É dizer que o objetivo de vida de toda mulher deve ser o de ser "feminina", e o de todo homem, o de procurar essa essência nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nisso de "mais feminina", "menos feminina". o que existem são estereótipos criados pela mídia que dão a impressão de que esses conceitos existem e são importantes. Mas ser feminina é uma coisa única, daquelas tipo liberdade ("não há ninguém que explique e ninguém que não entenda"). Até homem pode ser feminino, e tem mulher que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais ainda, isso não tem nada a ver com a forma como ela expressa a sua intelectualidade. A mulher pode ser extremamente "cabeça" (palavra usada no artigo) e extremamente feminina. Não concordo que o fato de uma mulher ser inteligente e bem-sucedida faz dela um fiasco em relacionamentos. Inclusive penso agora em alguns exemplos que provam que isso não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não entendo como uma MULHER pode sair por aí pregando esses valores. Se ainda fosse uma pesquisa que indicasse percentuais, vá lá; toda pesquisa que menciona uma porcentagem esconde o outro lado dos "%" na tentativa de ser parcial soando imparcial. Mas nem isso. Nem números. Só foi jogado que, em suma, mulher inteligente morre solteira. O que é isso? Lavagem cerebral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui no tal site (&lt;a href="http://www.a2encontros.com.br"&gt;http://www.a2encontros.com.br&lt;/a&gt;), indicado pela Nina Lemos, autora do texto da Tpm, ver qual era. E me deparei com o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Aprenda com Cláudya Toledo a arte da sedução. Um conhecimento vivo e tradicional que apenas pode ser transmitido via oral. Herdeira deste conhecimento milenar, Cláudya Toledo transmite os segredos sobre o despertar da beleza, atração do sexo oposto e a fonte da juventude.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem comentários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111628550156047797?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111628550156047797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111628550156047797&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111628550156047797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111628550156047797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/sobre-feminilidade-ou-seja-l-o-que.html' title='Sobre feminilidade - ou seja lá o que isso for'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111625426037514092</id><published>2005-05-16T11:37:00.001-03:00</published><updated>2005-05-23T10:25:48.216-03:00</updated><title type='text'>Jersey Girl (2004)</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/jersey_girl.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Seria injusto não mencionar esse filme aqui porque eu sou fã, mas fã mesmo, do Kevin Smith. Mas mais do que falar do filme, eu quero falar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kevin Smith é o famoso diretor - e roteirista - da (talvez não tão) famosa trilogia que envolve um grupo de *pós-adolescentes* que discutem as relações humanas num clima de muito rock, humor e temas &lt;i&gt;nerd&lt;/i&gt;, como quadrinhos e &lt;i&gt;Star Wars&lt;/i&gt;, por exemplo. Os personagens dos três filmes se entrelaçam e reaparecem complementando histórias não terminadas, comentam situações do filme anterior, é uma delícia, você se sente parte da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, há também o fator &lt;u&gt;Ben Affleck&lt;/u&gt;: o &lt;i&gt;regular&lt;/i&gt; dos filmes de Kevin, aquele-que-está-em-todos. Affleck participa literalmente de todos os longas de Smith (&lt;i&gt;as far as I know&lt;/i&gt;). Há quem diga que o moço atua mal (ganhou até um prêmio por ser tão ruim), mas eu devo dizer que gosto bastante dele. Fora que não é todo dia que se vê um moço com aquele queixo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;i&gt;sigh&lt;/i&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu já escrevi em algum lugar sobre o quanto o terceiro filme dessa trilogia, &lt;i&gt;Chasing Amy&lt;/i&gt; (1997), me fez pensar a respeito das relações de gênero no mundo. Explico: o filme é sobre o mocinho (Ben Affleck, quem mais?) que se apaixona pela mocinha (Joey Lauren Adams). Mas a mocinha é lésbica. Mas enfim, coisas da vida, &lt;i&gt;yadda yadda yadda&lt;/i&gt;, eles ficam juntos. E em um dado momento ele pergunta a ela por quê, por qual razão ela acabou ficando com ele. E ela diz uma coisa linda. O diálogo é o seguinte (tradução minha, livre):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;- Por que eu? Por que agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já pensei muito sobre isso. (...) E cheguei à seguinte conclusão: porque eu quis. Eu não simplesmente ouvi o que me foi ensinado, sabe? Homens e mulheres devem ficar juntos, é o "natural" - esse tipo de coisa. Eu não estou com você pelo que a sociedade, família, vida tentaram implantar em mim. A maneira como esse mundo funciona - a frequência com que você encontra alguém que realmente te marca... é tão raro. Meus pais mesmo, não tiveram isso. Eu não tive um bom exemplo desse relacionamento homem-mulher. &lt;b&gt;E reduzir as próprias chances - não considerar metade das suas opções eliminando a possibilidade de encontrar a pessoa certa dentro do seu próprio gênero... isso parecia burrice.&lt;/b&gt; Então eu não eliminei. E deixando minhas opções em aberto, fui rotulada como "gay", o que na verdade não é nada demais - rótulos são só rótulos, entende? Eles definem o que você faz, mas não quem você é, eu diria. Mas aí veio você. Você - eu nunca podia imaginar; quero dizer, você era um homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda sou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...e enquanto eu me apaixonava por você eu tentei ignorar esse sentimento, porque você era um homem. Até que eu me lembrei por quê eu resolvi tentar relacionamentos com mulheres - pra não limitar as chances de encontrar a pessoa que me completaria tão perfeitamente. E então aqui estamos, eu me sinto completa quando olho pra você, e eu entendo a razão que me faz estar aqui nos seus braços - porque eu estou aqui por vontade própria, e eu não tenho dúvidas de que procurei razões em todos os lugares possíveis. E isso faz toda a diferença.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que esse é um dos trechos mais bonitos do cinema (isso me faz pensar, preciso fazer uma lista dos 5 trechos mais bonitos do cinema). Bonito porque vem de um filme bobo que em outros momentos tem piadas infantis, e em outros cenas romântico-adolescentes, e no meio disso tudo uma reflexão tão profunda, bonita sobre as relações humanas. Kevin Smith me convence porque em meio à piadas homofóbicas vindas de Jay e Silent Bob (seus personagens mais famosos, que ganharam até filme próprio - com uma ponta do Ben Affleck, claro) sai um diálogo lindo como esse. Bonito porque alguém nascido na década de 70 resolveu falar sobre isso através de um filme jovem, com personagens jovens. Lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite estava eu lendo meu material para a aula de hoje do mestrado quando me deparo com o livro de Paula Gunn Allen, &lt;i&gt;The Sacred Hoop: Recovering the Feminine in American Indian Traditions&lt;/i&gt; (primeira edição em 1986), e li sobre as sociedades tribais terem vivido sob um sistema "ginocrático" (existe essa palavra em português?), ou seja, controlado por mulheres, que foi paulatinamente reprimido pelas sociedades anglo-européias que chegavam na América no século XVI, dando lugar ao patriarcalismo em que vivemos hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;(...) The usual divisions of labour - generally gender-based (if you count homosexual men as women and dikes as men) - were altered, prohibited, or forced underground, from whence they have only recently begun to reemerge, as the tribes find themselves in a return to more traditional ways of life.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então a autora explica como era a divisão do trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;(...) the individuals fit into these roles &lt;/i&gt;(*women's work* and *men's work*)&lt;i&gt; on the basis of productivity, inclination, and temperament. Thus men who in contemporary European and American societies are designated gay or homosexual were gender-designated among many tribes as 'women' in terms of their roles; women who in contemporary societies are designated as lesbians (actually, 'dikes' is more accurate) were designated as men in tribal cultures."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me fez pensar imediatamente na conversa do casal de &lt;i&gt;Chasing Amy&lt;/i&gt;. Não que haja uma relação direta, mas pelo fato de ambas, a personagem de Joey Lauren Adams e a sociedade ginocrática, pensarem na questão do gênero como secundária, e nos objetivos da própria vida (sejam eles da proporção que forem) como essenciais, primários. Acho que se a questão do gênero no sostema em que vivemos fosse vista dessa forma, metade dos problemas seriam resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a Kevin Smith então. &lt;b&gt;Jersey Girl&lt;/b&gt; é um filme sobre renascimento, reconstrução. Ollie Trinke (interpretado por, obviamente, Ben Affleck) perde sua amada e recente esposa no parto de sua primeira filha, Gertie (interpretada pela fofíssima Racquel Castro). O filme pode ser resumido em uma frase, que sai da boca da bela Maya, interpretada por Liv Tyler:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;"&lt;i&gt;Forget about what you thought you were,&lt;br /&gt;and just accept who you are.&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tentei resumir a história e acabou que contei o filme todo. Então apaguei tudo, e fico só nisso. O filme é sobre a relação entre pai e filha, num mundo em que não há a presença da mãe e esposa não , e o pai, no início relutante, talvez por de alguma forma colocar na filha a culpa da morte da mãe, vai aos poucos aprendendo com a pequena Girtie sobre o amor, sobre a própria família e sobre ser pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lindo filme, com trechos engraçadíssimos (ou não seria Kevin Smith), como a cena em que Girtie vai ao banheiro e encontra Maya no chuveiro junto com seu pai. A menina coloca os dois sentados na sala (ainda enrolados em toalhas), senta-se de frente para eles, e com um ar superior, um olhar de reprovação, pergunta à moça: "Quais são as suas intenções com meu pai?".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/jersey_girl_2.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não é só porque é do Kevin Smith, e de forma alguma é pela (oni)presença de Ben Affleck, mas vale a pena ver este filme.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111625426037514092?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111625426037514092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111625426037514092&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111625426037514092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111625426037514092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/jersey-girl-2004.html' title='Jersey Girl (2004)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111583705609665519</id><published>2005-05-11T15:37:00.000-03:00</published><updated>2005-05-11T15:44:16.103-03:00</updated><title type='text'>Sobre dar aulas...</title><content type='html'>Agora ando dando aulas de inglês, assim, uma coisa "meio" sem didática (essa sou eu) mas que eu AMO fazer. Aulas de inglês pros dois maiores amigos que a vida me deu, e eles vêm aqui duas vezes na semana, cuidar da minha solidão e de mim, e a gente discute um pouquinho de gramática, aprende palavras e expressões novas. É uma troca justa. Minto; na verdade, acho que eu sempre saio ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Digressão&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;Quando digo &lt;i&gt;solidão&lt;/i&gt;, não digo num sentido ruim. Ou melhor, digo e não digo. A vida de casada é a melhor coisa que já me aconteceu. E trabalhar em casa (e não em um escritório que me tomava duas, três horas do dia só para condução) também é um alívio, me poupa tempo, dinheiro, paciência. Mas não deixa de ser difícil, às vezes falta contato com as pessoas, falta alguém pra ouvir minhas piadas, meus anseios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei anos da minha vida achando que a internet era o milagre do mundo moderno, trancada no meu quarto com música alta. Ainda acho, mas como todo mundo sabe, eu não sou tão religiosa assim, e milagres pra mim não existem. "Aquela" era simplesmente o melhor &lt;u&gt;ser social&lt;/u&gt; que eu sabia/podia ser na época. Hoje eu sou mais, eu posso mais, e eu quero mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é difícil sempre, mesmo na melhor fase da sua vida. E solidão pode ser ruim e bom, nessa ordem. Não fosse eu trabalhar em casa e ter uma casa "só nossa", eu não teria meus amigos aqui toda semana. Ponto final.&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Fim da digressão&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais do que ensinar o inglês que eles não sabem, eu *amo* ensinar a cultura que eles não conhecem. Outro dia dei uma música da Fiona Apple pra eles, pra ensinar &lt;i&gt;present perfect&lt;/i&gt;; num outro dia, poesia (Robert Frost x Mark Strand); e ainda, literatura pós-colonial (Yamashita, autora com a qual estou trabalhando no mestrado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles (tadinhos), se não gostam fingem que gostam, e eu saio da aula radiante, sabendo que dividi um pouco dos meus amores com eles. Acho que foi com essas aulas que eu comecei a pensar seriamente (e depois de seis anos dizendo o contrário, isso significa me contradizer, e muito) em dar aulas. Que ser professor não pode ser tão ruim assim. Que ver olhinhos curiosos pelo que você tem a dizer, e ver que você realmente tem algo pra dizer a eles é uma sensação única, deliciosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111583705609665519?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111583705609665519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111583705609665519&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111583705609665519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111583705609665519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/sobre-dar-aulas.html' title='Sobre dar aulas...'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111543764030531548</id><published>2005-05-07T00:38:00.000-03:00</published><updated>2005-05-07T01:13:33.283-03:00</updated><title type='text'>I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Começou se espalhando pelos fãs (&lt;a href="http://www.tecoapple.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Teco Apple&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;he who knows all&lt;/i&gt;, deu a dica) e acabou na vinheta de notícias da semana do canal por assinatura &lt;a href="http://www.canalsony.com.br" target="_blank"&gt;Sony&lt;/a&gt;. O novo cd de Fiona Apple, &lt;b&gt;Extraordinary Machine&lt;/b&gt;, já pronto e (dizem) com capa decidida, foi *engavetado* pela gravadora por ser considerado "pouco comercial". Um crime, eu diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Digressão - ou melhor, explicação&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;Fiona é uma de minhas cantoras preferidas, se não "a" preferida. A frase-título deste blog, bem como o endereço que os traz aqui são referências de músicas dela. Foi uma cantora que descobri por acaso, dessas que a gente nunca ouviu falar, mas olha a capa do cd na loja e compra,&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/a19_jpg.jpg" align="right" /&gt; em um impulso consumista (claro, isso há anos atrás; já faz tempo que não compro cds, acho os preços um absurdo). Cheguei em casa e ela nunca mais saiu do meu &lt;i&gt;cd player&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tidal&lt;/b&gt;, seu álbum de estréia, é um dos melhores discos que já ouvi (em termos de conjunto), vendeu mais de três milhões de cópias no ano de seu lançamento, e Fiona ainda levou o Grammy de melhor performance feminina na categoria Rock com a música "Criminal" (que nem de longe é a melhor do disco). Mas não é só Rock, ou não seria a minha preferida. É Rock com influência clara e certa do Jazz. Fiona tem voz grave e toca piano como poucos. E quem me conhece sabe que mulher de voz grave é o meu fraco (&lt;i&gt;no pun intended&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu segundo álbum, que tem o maior título da história da música (&lt;b&gt;When the pawn hits the conflicts he thinks like a king / What he knows throws the blows when he goes to the fight / And he'll win the whole thing before he enters the ring / There's nobody to batter when your mind is your might / So when you go solo you hold your own hand / And remember that depth is the greatest of heights / And if you know where you stand then you know where to land / And if you fall it won't matter 'cuz you know that you're right&lt;/b&gt;) seguiu essa mesma linha, mas não é tão "redondinho". Com algumas influências eletrônicas antes não tão evidentes (como na música "Fast as You Can", da qual eu particularmente não gosto), o disco tem seus pontos fortes, como por exemplo "A Mistake", que inspirou o título deste blog, ou a melancólica "Love Ridden" (com exceção de "Fast as You Can", todas as outras músicas são excelentes).&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Fim da digressão&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Fiona não só tem a voz e o piano; Fiona tem a poesia. Além das melodias fortes, da interpretação que emociona, há ainda as letras, densas, doídas, extremamente poéticas. O tema acaba sempre em torno do amor perdido (mas nada do tipo de uma letra de pagode), do sofrimento, do amadurecimento através da dor, da perda, da culpa. Mas são aproximações das mais diversas, cada uma é uma história, uma experiência; são letras realmente bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é das letras que quero falar. O disco não posso mostrar, você dá o seu jeito ou me manda um &lt;a href="mailto:gabrielafroes@terra.com.br"&gt;email&lt;/a&gt; e eu dou o meu jeito. Já ouvi tanto as músicas que os vizinhos devem me odiar; o marido ainda é simpático, diz que não se incomoda, mas estou vendo a hora... mas das palavras eu posso falar, e quero, e preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Extraordinary Machine&lt;/b&gt; abre sua seqüência de onze músicas com a que, na minha opinião, é a mais genial que Fiona já escreveu. Sua melodia acompanha o humor da letra, com seqüências "saltitantes" que abraçam o sarcasmo, e chegam a lembrar as antigas óperas italianas (proporções tomadas), em trechos como&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;"What is this posture I have to stare at?"&lt;br /&gt;That's what he said when I'm sittin' up straight&lt;br /&gt;He changed the name of the game 'cause he lost&lt;br /&gt;And he knew he was wrong, but he knew it too late&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I'm not being fair&lt;br /&gt;'Cause I chose to listen to that filthy mouth&lt;br /&gt;But I'd like to choose right&lt;br /&gt;Take all the things that I've said that he stole&lt;br /&gt;Put 'em in a sack, swing 'em over my shoulder&lt;br /&gt;Turn on my heels, step out of this sight&lt;br /&gt;Try to live in a lovelier lie&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;e "trovões" em outros trechos, trechos mais reflexivos, "cansados", onde ela deixa claro que:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;This is not about love&lt;br /&gt;'Cause I am not in love&lt;br /&gt;In fact I can't stop falling out&lt;br /&gt;I miss that stupid ache&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A segunda música é "Red, red, red", com pratos (o chimbal, talvez) marcando o tempo da música. Uma melodia lenta, mas que mais parece uma espiral (e quem ouve me entende), girando, girando, girando...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;I don't understand about complementary colors&lt;br /&gt;And what they say&lt;br /&gt;Side by side they both get white&lt;br /&gt;Together they both get gray&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But he's been pretty much yellow&lt;br /&gt;And I've been cryin' blue&lt;br /&gt;But all I can see is&lt;br /&gt;Red, red, red, red, red now&lt;br /&gt;What am I to do?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E então é a vez de "Get Him Back", música mais agitada, talvez pela letra, mais decidida, um *eu lírico* mais independente:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Wait 'til I get him back&lt;br /&gt;He won't have a back to scratch&lt;br /&gt;Yeah, keep turning that chin&lt;br /&gt;And you will see my face&lt;br /&gt;As I figure how to kill what I cannot catch&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A quarta música chega seguindo o mesmo &lt;i&gt;mood&lt;/i&gt;, e tem todo um jeitinho do disco anterior, &lt;b&gt;When the Pawn...&lt;/b&gt;. "Better Version of Me" tem uma batida de três tempos, bem agitada, com vozes sobrepostas e um tom menos grave do que o normal. Mas nem por isso ruim, talvez um pouco *pop* demais:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;I am likely to miss the main event&lt;br /&gt;If I stop to cry and complain again&lt;br /&gt;So I will keep a deliberate pace&lt;br /&gt;Let the damn breeze dry my face&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;I've got a plan, a demand and it just began&lt;br /&gt;And if you're right, you'll agree&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here's coming a better version of me&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E então chega "Oh Well", ainda mais grave, mais pesada, mais amargurada, uma interpretação doída, voz trêmula, tudo na música diz "mágoa", "angústia". Uma música que começa em um tom baixo e acaba com quase gritos:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;What you did to me made me see in myself somethin' awful&lt;br /&gt;A voice once stentorian is now again meek and muffled&lt;br /&gt;It took me such a long time to get back up the first time you did it&lt;br /&gt;I spent all I had to get it back, and now it seems I've been outbidded&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My peace and quiet was stolen from me&lt;br /&gt;When I was looking with calm affection&lt;br /&gt;You were searching out my imperfections&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What wasted unconditional love&lt;br /&gt;On somebody&lt;br /&gt;Who doesn't believe in this life&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Oh Sailor" fala de um amor um pouco doentio, de uma vida dividida entre antes e depois desse amor, e das dores de não ser correspondida à altura:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/fionapaper.jpg" align="left" /&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Everything good I deem too good to be true&lt;br /&gt;Everything else is just a bore&lt;br /&gt;Everything I have to look forward to&lt;br /&gt;Has a pretty painful and very imposing before&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh sailor, why'd you do it?&lt;br /&gt;What'd you do that for?&lt;br /&gt;Saying there's nothing to it&lt;br /&gt;Then lettin' me go by the boards&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And what a thing to know what could be instead&lt;br /&gt;Oh what a blessed curse to see&lt;br /&gt;Took the agenda from the place in my bed&lt;br /&gt;Made a merry paramour of me&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Used to Love Him", a música seguinte, tem um tom quase circense; é animada. O clima da letra segue a música anterior, mas é mais reflexivo; novamente, uma música sobre a mocinha tola é seguida pela da mocinha que toma consciência da tolice.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;So why did I kiss him so hard late last friday night?&lt;br /&gt;And keep on letting him change all my plans&lt;br /&gt;I'm either so sick in the head&lt;br /&gt;I need to be bled dry to quit&lt;br /&gt;Or I just really used really to love him&lt;br /&gt;I sure hope that's it&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E então vem a mocinha que toma uma atitude. "Window" tem um refrão explosivo, correspondente à situação descrita na letra.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;I was staring out the window&lt;br /&gt;The whole time he was talking to me&lt;br /&gt;It was a filthy pane of glass&lt;br /&gt;I couldn't get a clear view&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As he went on and on&lt;br /&gt;It wasn't the outside world I could see&lt;br /&gt;Just the filthy pane that I was looking through&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So I had to break the window&lt;br /&gt;It just had to be&lt;br /&gt;Better that I break the window&lt;br /&gt;Than him or her or me&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vai chegando o fim do disco, e "Waltz" é uma música que celebra as coisas esquecidas, os hábitos negligenciados. Me lembra um pouco Alanis, com sua música "You Learn", mas de um jeito especial, sempre denso, saudosista &lt;i&gt;in a way&lt;/i&gt;, que só Fiona sabe fazer:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;If you don't have a date&lt;br /&gt;Celebrate&lt;br /&gt;Go out and sit on the lawn&lt;br /&gt;And do nothing&lt;br /&gt;'Cause it's just what you must do&lt;br /&gt;Nobody does it anymore&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nesse ritmo chega a música que daria título ao mesmo (se este fosse lançado). Com pouca música e muita voz, "Extraordinary Machine" lembra uma música antiga de jazz em algumas partes, e é onde Fiona arrisca os timbres mais altos do álbum (que claramente não são o seu forte, mas ficam "bonitinhos").&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;If there was a better way to go, then it would find me&lt;br /&gt;I can't help it, the road just rolls out behind me&lt;br /&gt;Be kind to me or treat me mean&lt;br /&gt;I'll make the most of it I'm an extraordinary machine&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O disco é fechado com uma música em tom de protesto, escrito na primeira pessoa do plural (&lt;i&gt;very unusual&lt;/i&gt; vindo dela). "Please Please Please" parece um apelo, um candidato à hino de uma juventude alienada, &lt;i&gt;steady going nowhere&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Please please please&lt;br /&gt;No more melodies&lt;br /&gt;They lack impact, they're petty&lt;br /&gt;They've been made up already&lt;br /&gt;Please please please&lt;br /&gt;No more maladies&lt;br /&gt;I'm so tired of crying&lt;br /&gt;You'd think I was a siren&lt;br /&gt;But me and everybody's on the sad same team&lt;br /&gt;And you can hear our sad brain screaming&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Give us something familiar&lt;br /&gt;Something similar&lt;br /&gt;To what we know already&lt;br /&gt;That will keep us steady&lt;br /&gt;Steady, steady&lt;br /&gt;Steady going nowhere&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/normal_fiona-apple.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um belo desfecho. Um disco "redondinho" como &lt;b&gt;Tidal&lt;/b&gt;, uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa última música seja um presságio. Chamar um disco desses de "pouco comecial", pra mim, é preguiça. Qualquer coisa bem produzida é comercial, se você sabe vender. "Pouco comercial" porque hoje o que vende são mulheres seminuas, letras baratas e batidas dançantes. E agora devem estar percebendo quanto dinheiro perderam não comercializando este álbum. Agora já era. Caiu na &lt;i&gt;Rede&lt;/i&gt;, é peixe.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111543764030531548?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111543764030531548/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111543764030531548&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111543764030531548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111543764030531548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/ill-make-most-of-it-im-extraordinary.html' title='&lt;i&gt;I&apos;ll make the most of it, I&apos;m an extraordinary machine...&lt;/i&gt;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111524602414874299</id><published>2005-05-04T19:25:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T10:25:28.083-03:00</updated><title type='text'>The Station Agent (2003)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;De acordo com o que estudei e aprendi na faculdade, nas minhas leituras, nas pesquisas que fiz e na experiência que a gente adquire depois de ler tantos livros, o protagonista de uma narrativa nem sempre é o ator mais famoso, o que mais aparece nas cenas ou aquele cujo nome aparece primeiro nos créditos finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O agente da estação&lt;/b&gt;, escrito e dirigido pelo estreante Thomas McCarthy, é um filme sobre a amizade. Sobre a igualdade que chega pelas (in)diferenças. Sobre &lt;i&gt;misfits&lt;/i&gt; que se excluem ou são excluídos do mundo. E pra mim, é um filme com três protagonistas, Norman Friedman que me perdoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/207/5584/320/station_agent.jpg" align="left" /&gt;Fin (Peter Dinklage) é um homem na faixa dos trinta. Nascido com nanismo, a resposta que encontra é a reclusão. Trabalha em uma loja especializada em trens, cujo dono (seu único amigo) morre logo nas primeiras cenas. A loja tem que ser vendida e é dado a ele, como herança, uma pequena casa às margens de uma antiga estação de trens, na silenciosa cidade de "Newfoundland" (&lt;i&gt;isn't it ironic?&lt;/i&gt;), New Jersey. E é lá que estão Joe (Bobby Cannavale) e Olivia (Patricia Clarkson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do preconceito é mostrada de forma bastante aberta no filme, em cenas às vezes dolorosas. Mas desde o início sabemos que Fin não quer que sintam pena; quer apenas que o deixem em paz, sozinho, isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe é um "latino" (&lt;i&gt;Cuban-American&lt;/i&gt;) que trabalha em uma lanchonete *móvel* de nome "&lt;i&gt;Café con leche&lt;/i&gt;". Joe é jovem, bonito e exala simpatia. Direto, extrovertido e amigo, tem um pai doente que toma todo seu tempo e suas preocupações. Sua van fica parada no cruzamento de duas vias, também às margens da cidade, em frente à casa herdada por Fin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olivia entra na vida de Fin de forma "atropeladora", literalmente falando. É uma mulher solitária, separada do marido, cuja rotina é pintar quadros e tomar calmantes (não necessariamente nesta ordem), que fugiu para a pequena cidade em busca de paz interior. Olivia perdeu um filho, que ainda era uma criança, recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vidas de Olivia e Joe se entrelaçam com a de Fin, e aos poucos vamos vendo uma troca de papéis, que ocorre lentamente e de forma emocionante. Uma belíssima amizade começa a nascer, e nós, os "leitores", começamos a descobrir o que está além das aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;u&gt;protagonista&lt;/u&gt; de um filme, para mim, é aquele que cresce na história; aquele que sofre mudanças internas, que amadurece. E não há como dizer, então, que Fin é o centro deste filme. É fato que ele causa e sofre mudanças que vão fazer dele uma nova pessoa, mas isso não apenas *afetou* as vidas de Joe e Olivia. Não fosse a insistência infantil de Joe ou a carência desenfreada de Olivia, a vida de Fin ainda seria a mesma. Eles são, também, *agentes* desta estação, pois ao mesmo tempo em que tranformam Fin com essa relação, suas vidas são tocadas (e mudadas) para sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111524602414874299?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111524602414874299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111524602414874299&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111524602414874299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111524602414874299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/station-agent-2003.html' title='The Station Agent (2003)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111507808951143659</id><published>2005-05-02T20:47:00.000-03:00</published><updated>2005-05-02T21:00:51.190-03:00</updated><title type='text'>Tongue kiss ou o meu amor pela(s) língua(s)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu tenho "mania" pensar em inglês. As pessoas notam. Eu estou falando qualquer coisa em qualquer conversa informal com você e, de repente, puf, soltei uma palavra em inglês, aparentemente sem necessidade. Não é uma escolha; é involuntário. Ora, a gente passa a vida ouvindo dos professores, "não traduza, pense em inglês, &lt;i&gt;think in english&lt;/i&gt;". Pois foi o que eu fiz. Acho que exagero, fato, mas não é mais algo do qual eu tenha controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi uma professora minha da faculdade dizer que quem faz o curso de Letras, habilitação Inglês/Literaturas, da UERJ, se forma sendo bilingüe. Sim, porque existe a diferença entre o Inglês como língua estrangeira (&lt;i&gt;&lt;b&gt;E&lt;/b&gt;nglish as a &lt;b&gt;F&lt;/b&gt;oreign &lt;b&gt;L&lt;/b&gt;anguage&lt;/i&gt;) e o Inglês como segunda língua (&lt;i&gt;&lt;b&gt;E&lt;/b&gt;nglish as a &lt;b&gt;S&lt;/b&gt;econd &lt;b&gt;L&lt;/b&gt;anguage&lt;/i&gt;, para mais informações digite as siglas no &lt;a href="http://www.google.com" target="_blank"&gt;Google&lt;/a&gt;). O Inglês como língua estrangeira é o que a gente aprende fazendo cursinho três horas por semana. O Inglês como segunda língua é o que você aprende quando passa um ano fazendo intercâmbio nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália ou onde quer que seja, e aprende a língua na marra, porque precisa, porque senão não vai sobreviver naquele meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha graduação durou &lt;u&gt;quatro&lt;/u&gt; anos. Tirando as aulas de português e literaturas Portuguesa e Brasileira (que acabam no segundo ano), todas as outras aulas eram em inglês. Oito períodos de Língua Inglesa, cada um dividido entre gramática, oral e escrita. Estudamos fonética. Análise discursiva. Redação. Gramáticas alternativas. Fizemos fichamentos, apresentações orais, simulações de situações de sala de aula, produzimos textos e (longos) trabalhos acadêmicos. Além disso, tivemos seis períodos de Cultura (história) e literatura Norte-Americana. Oito de Cultura e Literatura Inglesa. Aprendemos toda a história da Inglaterra e Estados Unidos. Lemos tudo o que foi possível em termos literários, desde o clássico/canônico até o contemporâneo/pós-moderno/pós-colonial. Quatro anos que cobriram quase mil anos de história e literatura. Tudo isso ouvido/lido e falado/escrito em inglês, coisa que dava desespero no início, mas que era tirado de letra no final. Era aprender ou mudar de curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do terceiro ano do curso, eu já não tinha praticamente nenhuma matéria em que se falasse português em aula. Falávamos inglês cerca de 25, 30 horas por semana. Fora o cursinho de inglês (que eu fazia ainda assim, pra ter diploma e pra ter certificados de proficiência na língua). Fora o estágio em tradução, que me obrigava a lidar com novas áreas de conhecimento, vocabulários específicos. Fora a internet, que tomava grande parte das minhas noites. A tv a cabo, as &lt;i&gt;sitcoms&lt;/i&gt;, a literatura não tão canônica que eu lia por fora (Harry Potter, por exemplo, tenho todos em português E inglês, e já os li várias e várias vezes). Fora o namorado (agora marido) que é fascinado pela língua inglesa, que lê tudo o que vê em inglês pela frente, que acompanha os jogos da NBA com um "nacionalismo" único, que é professor de inglês, que às vezes fala em inglês comigo dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito inglês pra uma pessoa só. É uma &lt;u&gt;imersão&lt;/u&gt; muito maior do que a de um estudante da língua através da escola, ou do curso. A professora tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que a faculdade acabou, tem o emprego com tradução técnica. E tem o mestrado em literaturas de língua inglesa. E tem as aulas que estou dando pros meus amigos (falo disso depois). No fim das contas, agora eu passo 40% do meu dia pensando em inglês o tempo todo, 20% falando em inglês o tempo todo, e o resto do dia tendo algum contato com a língua inglesa aqui e ali, mesmo quando não quero. Dá pra me julgar por misturar as línguas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto quase como uma &lt;i&gt;chicana&lt;/i&gt;, brincando entre as línguas. &lt;i&gt;Code-switching&lt;/i&gt;. Misturando aqui e ali, escolhendo a melhor maneira de se dizer isso ou aquilo. Não existem línguas que se equivalem às outras; tampouco se pode julgar uma língua como melhor ou pior. Mas quando uma complementa a outra, caminhando juntas, cada uma com suas especificidades e termos que são perfeitos e não existem em nenhuma outra língua, ah, é uma delícia. &lt;i&gt;Bliss&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Just perfect&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111507808951143659?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111507808951143659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111507808951143659&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111507808951143659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111507808951143659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/tongue-kiss-ou-o-meu-amor-pelas-lnguas.html' title='&lt;i&gt;Tongue kiss&lt;/i&gt; ou o meu amor pela(s) língua(s)'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111500588090182073</id><published>2005-05-02T00:40:00.000-03:00</published><updated>2005-05-02T10:59:09.206-03:00</updated><title type='text'>Ani DiFranco, "Used to you"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;I'm still here because I've got nothing else to do &lt;br /&gt;you're an asshole but I'm getting used to you &lt;br /&gt;I like the fact that you talk incessantly &lt;br /&gt;I got a thing for assholes who tell good stories &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I think that drinking is the only thing that you do right &lt;br /&gt;you're gonna self-destruct, I think that's what I like &lt;br /&gt;you like me so you try and make me feel like shit &lt;br /&gt;I think it's kind of funny, yeah, I kind of enjoy it &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;if you're gonna do it, overdo it, that's how you know you're alive &lt;br /&gt;go ahead, take yourself a coma nap, take a puddle dive &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you said, this is my bedroom window, you said, this is my view &lt;br /&gt;you said, lie down here with me and see the things that I do &lt;br /&gt;like you were trying to tell me something about the way you live &lt;br /&gt;like you would give me something if you had something to give &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and for all your talk, you don't say much that's real &lt;br /&gt;I think I know more than you about the way that you feel &lt;br /&gt;I understand your anger and your apathy &lt;br /&gt;I think if I was you, you're who I'd be &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm still here 'cause I got nothing else to do &lt;br /&gt;you're an asshole but I'm getting used to you &lt;br /&gt;I could love you, yeah, I've entertained the thought &lt;br /&gt;but I could never like you so I guess I'd better not&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acordou sentindo o cheiro do álcool pelo quarto. Do lado direito da cama, virada pra fora, pensou em levantar ou se virar, mas não pôde. Ainda sem se mexer, pensou se não era melhor ficar assim. Continuar a dormir, tentar acordar de novo e de repente descobrir que sua vida na verdade não fora um pesadelo devido à comida mal digerida da noite anterior. Depois pensou, considerando tudo, a comida era o que havia de mais bem digerido daquele apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos já se sentindo em um filme do Mike Leigh, mas do alto do seu apartamento de frente para a praia. O marido deitado do outro lado da cama respirava tranquilo, um sono de quem não pensa em felicidade ou sofre pela sua falta. Um sono alienado, que passaria como tranquilo para qualquer observador menos cuidadoso. Virou-se para ele e viu que estava vestido ainda com a roupa que usara no dia anterior. Nem o vira chegar, tão cansada que andava esses dias. Levantou e foi em direção à porta, sem saber muito por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que não conversavam, deus, não se tocavam havia meses! O cheiro do paletó no cabide perto da porta lembrava do silêncio dos dois. Tinha cheiro de homem, um perfume sexy. Ou seria ela? Não podia ser ele. Fazia tanto tempo... sentia-se dividindo a cama com um estranho, e o resto da casa era só dela, um vazio gélido com copos de chá pelos cantos, guimbas de cigarro, desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se no sofá de couro ecológico vermelho, o seu preferido (ainda que não soubesse o que significava "couro ecológico"), pegou mais um copo de chá que não terminaria de tomar, mais um cigarro que ficaria pela metade. O sofá, estrategicamente virado de frente pra janela (que na verdade era muito mais que uma janela, era uma parede quase inteira, só vidros), mostrava a ela o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu uma ou duas horas ali, queimou mais alguns cigarros, sem noção do tempo. A cidade lá embaixo começava a se mexer. Lembrou-se de um livro que lera anos antes. "Se daqui de cima não vejo muito, como será que Deus enxerga alguma coisa? Ele não vê ninguém. Não vê nada." Jogou a cabeça pra trás, como a moça do livro. Mas não chorou. Fazia tempo que não sabia mais o que era isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a enorme janela e o vento forte entrou pela sala. Maresia, e o vento, ainda que frio, esquentava o lugar. Pensou em como seria bom voar para bem longe dali. Nada de problemas, nada de medos, de solidão, seria o fim de todos os problemas. Chegou bem perto do parapeito e respirou fundo, como se quisesse conhecer o que vinha de fora. Ouviu um ruído vindo de trás e soltou o ar com força, assustada. O marido olhava para ela do final do corredor, de meias, calça e camisa social, cinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou as janelas, deu "bom dia", e foi fazer o café.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Esse foi o primeiro texto que fiz seguindo essa proposta (mencionada no post abaixo).&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111500588090182073?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111500588090182073/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111500588090182073&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111500588090182073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111500588090182073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/05/ani-difranco-used-to-you.html' title='Ani DiFranco, &quot;Used to you&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111489066409214292</id><published>2005-04-30T16:19:00.000-03:00</published><updated>2005-04-30T18:35:02.520-03:00</updated><title type='text'>And so it is, just like you said it would be...</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Me! O life!... of the questions of these recurring;&lt;br /&gt;Of the endless trains of the faithless—of cities fill’d with the foolish;&lt;br /&gt;Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I, and who more faithless?)&lt;br /&gt;Of eyes that vainly crave the light—of the objects mean—of the struggle ever renew’d;&lt;br /&gt;Of the poor results of all—of the plodding and sordid crowds I see around me;&lt;br /&gt;Of the empty and useless years of the rest—with the rest me intertwined;&lt;br /&gt;The question, O me! so sad, recurring—What good amid these, O me, O life?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Answer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That you are here—that life exists, and identity;&lt;br /&gt;That the powerful play goes on, and you may contribute a verse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------- (Walt Whitman, O Me! O Life!)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Então é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou há mais de uma hora sentada aqui, já escrevi mais do que nos três últimos meses, e o que ia ser um &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; agora são três. Respirem fundo, apertem seus cintos e, por favor, não desistam depois do primeiro parágrafo. Um pouco de incentivo, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@}--`---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei, achei que podia ter um blog* só de contos. A idéia era boa, muito boa, original, eu estava me divertindo, ainda que pra fazer contos eu precise de uma luz, é uma coisa que às vezes vem e eu estou no meio da rua, e tenho que parar e escrever pelo menos os pontos principais, senão foi perdido pra sempre. Não é só sentar e achar que vai sair um conto. Não sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Me pergunto se os grandes escritores de contos sentavam em suas cadeiras e pensavam, "hoje vou falar dos meus traumas familiares sob a metáfora de uma gazela". Me forço a pensar que não, ainda que no fundo ache que sim. Parece tão fácil quando se tem doze livros publicados. A gente sempre imagina que eles devam ter mais doze na gaveta, só esperando alguém que os queira organizar, porque já passaram dessa fase.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei que ia ser forte, organizada, controlada. "&lt;i&gt;Stick to the plan&lt;/i&gt;", eu disse a mim mesma, ainda que *só* pra mim, já que ninguém/quase ninguém sequer sabe que eu tinha um plano, que eu tenho um blog e que queria que ele fosse temático, redondinho, &lt;i&gt;very trendy&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Digressão&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;Organizada eu sou. Meus Favoritos do &lt;i&gt;Internet Explorer&lt;/i&gt;, por exemplo (aquele botão ali em cima onde você guarda qualquer endereço virtual, desde o do site** do seu email*** até o da notícia de jornal que você quer acabar de ler, mas não agora). Os meus Favoritos são organizados em pastas e subpastas. Por exemplo: uma amiga do mestrado me pede, por email, aquela entrevista com o Tony Kushner que eu mencionei um dia numa aula. Então eu clico: &lt;b&gt;&lt;i&gt;Favoritos -&gt; Acadêmicos -&gt; Angels in America&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e ele está lá. Confesso que nos meus sonhos o caminho ideal seria &lt;b&gt;&lt;i&gt;Favoritos -&gt; Acadêmicos -&gt; Literatura Norte-Americana -&gt; Teatro contemporâneo -&gt; Angels in America&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, mas não tenho, ainda, tantos links**** guardados assim, não havendo portanto a necessidade de tais sub-categorias.&lt;br /&gt;&lt;&lt;i&gt;Fim da digressão&lt;/i&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria um blog de contos, e não só isso, eu queria contos que tivessem uma relação direta com alguma música que eu goste muito, e queria que as pessoas sentissem como se a música tivesse sido criada &lt;i&gt;para o conto&lt;/i&gt;, e não o contrário. E, ainda, que fosse sobre personagens que se sentem deslocados, diferentes, "ex-cêntricos". E eu consegui, e me orgulho disso, são todos assim, e eu juro que qualquer outro conto que entrar nesse blog vai ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentei um dia nessa mesma cadeira. &lt;i&gt;On this very chair&lt;/i&gt;, os ingleses diriam, e eu acho lindo. Sentei nessa cadeira onde eu sento todos os dias, durante *pelo menos* oito horas por dia, e pensei: se eu tiver, sei lá, 50 desses, ou até menos, 30 desses, dá pra pensar em publicar isso. Em papel de verdade, papel, aquele que vem da árvore e a Faber Castell faz questão de dizer que replanta tudo o que corta. Um *livro*. Não discutindo a qualidade dos meus contos, eu pensei que *eu* podia publicá-los, nem que fosse com o meu dinheiro, com uma tiragem pequena pra dar pros amigos e me sentir feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me deu pânico e eu não consegui mais escrever um conto sequer. Minto, escrevi ainda, mas não um do qual eu "gostasse". Dos que estão nesse blog, só o último é recente. O resto é antigo, desses guardados na gaveta (ou numa pasta do computador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E descobri que gosto mesmo é de *me* contar, abertamente, com todas as letras. Que me esconder por trás de outras personagens, medos e gestos, não é (sempre) pra mim. Que eu já sou muitas, todas sob o mesmo nome. Que eu devo escrever assim só quando conseguir, só quando sentir que preciso. Que livro, pra mim, é coisa pra se ler, não pra se fazer. Que a partir do momento que eu leio um livro, ele passa a ser meu de alguma forma, porque eu leio como eu sou, e eu recebo &lt;i&gt;como eu sou&lt;/i&gt;. Que ninguém mais no mundo vai ler como eu, desde as manias até as sensações. Que ler é criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que Walt Whitman estava certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;*Tenho o costume de colocar meus "anglicismos" (como um amigo meu costuma dizer) em itálico. Mas &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, de acordo com o que eu li em algum lugar, já é palavra do português, então vai sem itálico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;i&gt;Site&lt;/i&gt;. Mesma coisa. E nem sob tortura eu uso "sítio". Sítio é pra onde eu ia quando a minha amiga de infância, a Vevê, fazia aniversário. Era legal, tinha quadra de vôlei e mosquitos. Na época eu não ligava tanto pra mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Todo mundo sabe o que é &lt;i&gt;email&lt;/i&gt; (o certo seria "e-mail", mas eu gosto assim, juntinho, sem hífen). Não sei se já tem em dicionários de português, mas é de conhecimento geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;i&gt;Link&lt;/i&gt; é um é um código aplicado à uma palavra (ou grupo de palavras ou caracteres) qualquer que leva você a um endereço virtual. Ele pode existir nos seus Favoritos (normalmente em forma de um título que remete à página) ou em qualquer coisa (botão, página) virtual que você ou quem o criou considere apropriado para conter uma referência. Quer um exemplo? Para ler a tal entrevista com o Tony Kushner, clique &lt;a href="http://www.findarticles.com/p/articles/mi_m1285/is_11_33/ai_111114557/print"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Isto dito, link é sem itálico e ponto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111489066409214292?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111489066409214292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111489066409214292&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111489066409214292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111489066409214292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/04/and-so-it-is-just-like-you-said-it.html' title='And so it is, just like you said it would be...'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111362832473887233</id><published>2005-04-16T01:37:00.000-03:00</published><updated>2005-04-30T18:32:11.786-03:00</updated><title type='text'>Hedwig, "Wig in a box"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;On nights like this&lt;br /&gt;when the world's a bit amiss&lt;br /&gt;and the lights go down&lt;br /&gt;across the trailer park&lt;br /&gt;I get down&lt;br /&gt;I feel had&lt;br /&gt;I feel on the verge of going mad&lt;br /&gt;and then it's time to punch the clock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I put on some make-up&lt;br /&gt;and turn up the tape deck&lt;br /&gt;and pull the wig down on my head&lt;br /&gt;suddenly I'm Miss Midwest&lt;br /&gt;Midnight Checkout Queen&lt;br /&gt;until I head home&lt;br /&gt;and put myself to bed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I look back on where I'm from&lt;br /&gt;look at the woman I've become&lt;br /&gt;and the strangest things&lt;br /&gt;seem suddenly routine&lt;br /&gt;I look up from my Vermouth on the rocks&lt;br /&gt;a gift-wrapped wig still in the box&lt;br /&gt;of towering velveteen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I put on some make-up&lt;br /&gt;and some LaVern Baker&lt;br /&gt;and pull the wig down from the shelf&lt;br /&gt;Suddenly I'm Miss Beehive 1963&lt;br /&gt;Until I wake up&lt;br /&gt;And turn back to myself&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some girls they have natural ease&lt;br /&gt;they wear it any way they please&lt;br /&gt;with their French flip curls&lt;br /&gt;and perfumed magazines&lt;br /&gt;Wear it up&lt;br /&gt;Let it down&lt;br /&gt;This is the best way that I've found&lt;br /&gt;to be the best you've ever seen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I put on some make-up&lt;br /&gt;and turn up the eight-track&lt;br /&gt;I'm pulling the wig down from the shelf&lt;br /&gt;Suddenly I'm Miss Farrah Fawcett&lt;br /&gt;from TV&lt;br /&gt;until I wake up&lt;br /&gt;and turn back to myself&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shag, bi-level, bob&lt;br /&gt;Dorothy Hammil do,&lt;br /&gt;Sausage curls, chicken wings&lt;br /&gt;It's all because of you&lt;br /&gt;With your blow dried, feather back,&lt;br /&gt;Toni home wave, too&lt;br /&gt;flip, fro, frizz, flop,&lt;br /&gt;It's all because of you&lt;br /&gt;It's all because of you&lt;br /&gt;It's all because of you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I put on some make-up&lt;br /&gt;turn up the eight-track&lt;br /&gt;I'm pulling the wig down from the shelf&lt;br /&gt;Suddenly I'm this punk rock star&lt;br /&gt;of stage and screen&lt;br /&gt;and I ain't never&lt;br /&gt;I'm never turning back&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Bom dia", disse a seu reflexo no espelho. Olhou ao redor de sua pequena casa sobre rodas. O fogão de duas bocas. A geladeira, que mal aninhava o necessário para dois dias. O sofá-cama, um veludo verde-escuro surrado. De casal, mas que raramente era aberto. Roupas pelo chão. Louça suja na pequena pia. Cortinas de voil, costuradas à mão. Sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou as mãos pelo rosto cansado, as marcas dos anos na testa, a denúncia do tempo no canto dos olhos. Abriu a maleta. Hoje eu quero ser mais, hoje é dia de festa. O silêncio à sua volta só era quebrado pelo vento que batia na janela fechada. Deu uma boa encarada em si mesma. Força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu a cabeleira vermelha, um tom acobreado, difícil alguém achar que não era natural. Compridos, lisos, brilhantes. Cílios médios, pra combinar. Muita sombra esverdeada, batom terra, unhas cor de ouro velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeita o que não é próprio do seu corpo, enche um pouco aqui e ali. Sandálias combinando com as unhas, salto quadrado, uma única tira, larga, na frente. E por último. O estonteante. Um profundo decote em "V" combinado com costas nuas e caimento perfeito. Seu vestido preferido, um verde celeste, era como o chamava, e quem via entendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o celular e ligou pra Joana, sua estrela da sorte. Tudo pronto. Não, não precisa. Vem logo me buscar. Não, Jô, vem sozinha. Sei lá. Tô meio esquisita hoje. Vamos festejar que passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu uma última olhada no espelho. Sentia-se uma perfeita mulher, os cabelos, o rosto, o corpo, a voz. O detalhe genético masculino, no pescoço, denunciava o que devia ser secreto. Conferiu se os peitos estavam no lugar. Abriu a porta do trailer, não podendo evitar o calendário pregado ali. Trinta e dois anos e sete mulheres diferentes, Lucia, Ana, Mary, Yvonne, Carolina, Melissa, Cindy, e nenhuma delas era "ela", ainda que certamente fossem mais do que seu antigo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sentia um pouco como o &lt;i&gt;Elefante&lt;/i&gt;* de Drummond. Era criadora e criatura, toda retalhos, tudo era culpa da ciência e nada era obra da ciência. Sabia que ao voltar, em trapos, no fim do dia, choraria um pouco e depois juntaria seus "recheios", com o rosto inchado, pra começar de novo no dia seguinte. A vida lhe parecia uma série de decepções, nenhum evento importante. Não estava, ainda, preparada para o mundo. Não sabia que, na verdade, era o mundo que não estava preparado para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu os poucos degraus. Ninguém. Sentou na cadeira de plástico e esperou. Hoje ela era Louise, a oitava e última. "Juro que é a última." Por via das dúvidas, mentalmente cruzou os dedos por trás do vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu um barulho de motor se aproximando. Levantou, esvoaçante, engoliu em seco. Lá vou eu.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;* &lt;small&gt;"Fabrico um elefante&lt;br /&gt;de meus poucos recursos.&lt;br /&gt;Um tanto de madeira&lt;br /&gt;tirado a velhos móveis&lt;br /&gt;talvez lhe dê apoio.&lt;br /&gt;E o encho de algodão,&lt;br /&gt;de paina, de doçura.&lt;br /&gt;A cola vai fixar&lt;br /&gt;suas orelhas pensas.&lt;br /&gt;A tromba se enovela,&lt;br /&gt;é a parte mais feliz&lt;br /&gt;de sua arquitetura.&lt;br /&gt;Mas há também as presas,&lt;br /&gt;dessa matéria pura,&lt;br /&gt;que não sei figurar.&lt;br /&gt;Tão alva essa riqueza&lt;br /&gt;a espojar-se nos circos&lt;br /&gt;sem perda ou corrupção.&lt;br /&gt;E há por fim os olhos,&lt;br /&gt;onde se deposita&lt;br /&gt;a parte do elefante&lt;br /&gt;mais fluida e permanente,&lt;br /&gt;alheia a toda fraude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis meu pobre elefante&lt;br /&gt;pronto para sair&lt;br /&gt;à procura de amigos&lt;br /&gt;num mundo enfastiado&lt;br /&gt;que já não crê nos bichos&lt;br /&gt;e duvida das coisas.&lt;br /&gt;Ei-lo, massa imponente&lt;br /&gt;e frágil, que se abana&lt;br /&gt;e move lentamente&lt;br /&gt;a pele costurada&lt;br /&gt;onde há flores de pano&lt;br /&gt;e nuvens, alusões&lt;br /&gt;a um mundo mais poético&lt;br /&gt;onde o amor reagrupa&lt;br /&gt;as formas naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai o meu elefante&lt;br /&gt;pela rua povoada,&lt;br /&gt;mas não o querem ver,&lt;br /&gt;nem mesmo para rir&lt;br /&gt;da cauda que ameaça&lt;br /&gt;deixá-lo ir sozinho.&lt;br /&gt;É todo graça, embora&lt;br /&gt;as pernas não ajudem&lt;br /&gt;e seu ventre balofo&lt;br /&gt;se arrisque a desabar&lt;br /&gt;ao mais leve empurrão.&lt;br /&gt;Mostra com elegância&lt;br /&gt;sua mínima vida,&lt;br /&gt;e não há na cidade&lt;br /&gt;alma que se disponha&lt;br /&gt;a recolher em si&lt;br /&gt;desse corpo sensível&lt;br /&gt;a fugitiva imagem,&lt;br /&gt;o passo desastrado&lt;br /&gt;mas faminto e tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas faminto de seres&lt;br /&gt;e situações patéticas,&lt;br /&gt;de encontros ao luar&lt;br /&gt;no mais profundo oceano,&lt;br /&gt;sob a raiz das árvores&lt;br /&gt;ou no seio das conchas,&lt;br /&gt;de luzes que não cegam&lt;br /&gt;e brilham através&lt;br /&gt;dos troncos mais espessos.&lt;br /&gt;Esse passo que vai&lt;br /&gt;sem esmagar as plantas&lt;br /&gt;no campo de batalha,&lt;br /&gt;à procura de sítios,&lt;br /&gt;segredos, episódios&lt;br /&gt;não contados em livro,&lt;br /&gt;de que apenas o vento,&lt;br /&gt;as folhas, a formiga&lt;br /&gt;reconhecem o talhe,&lt;br /&gt;mas que os homens ignoram,&lt;br /&gt;pois só ousam mostrar-se&lt;br /&gt;sob a paz das cortinas&lt;br /&gt;à pálpebra cerrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já tarde da noite&lt;br /&gt;volta meu elefante,&lt;br /&gt;mas volta fatigado,&lt;br /&gt;as patas vacilantes&lt;br /&gt;se desmancham no pó.&lt;br /&gt;Ele não encontrou&lt;br /&gt;o de que carecia,&lt;br /&gt;o de que carecemos,&lt;br /&gt;eu e meu elefante,&lt;br /&gt;em que amo disfarçar-me.&lt;br /&gt;Exausto de pesquisa,&lt;br /&gt;caiu-lhe o vasto engenho&lt;br /&gt;como simples papel.&lt;br /&gt;A cola se dissolve&lt;br /&gt;e todo seu conteúdo&lt;br /&gt;de perdão, de caricia,&lt;br /&gt;de pluma, de algodão,&lt;br /&gt;jorra sobre o tapete,&lt;br /&gt;qual mito desmontado.&lt;br /&gt;Amanhã recomeço."&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O elefante". In: ANDRADE, Carlos Drummond de. &lt;i&gt;Reunião (10 livros de poesia)&lt;/i&gt;. 3ª ed. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1973, pp.105-106.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111362832473887233?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111362832473887233/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111362832473887233&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111362832473887233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111362832473887233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/04/hedwig-wig-in-box.html' title='Hedwig, &quot;Wig in a box&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111116138874541654</id><published>2005-03-18T12:55:00.000-03:00</published><updated>2005-03-18T12:56:28.750-03:00</updated><title type='text'>João Bosco, "Desenho de giz"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Quem quer viver um amor&lt;br /&gt;Mas não quer suas marcas&lt;br /&gt;Qualquer cicatriz&lt;br /&gt;Ah, ilusão, o amor&lt;br /&gt;não é risco na areia&lt;br /&gt;Desenho de giz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que vocês vão dizer&lt;br /&gt;A questão é querer&lt;br /&gt;Desejar, decidir&lt;br /&gt;Aí, diz o meu coração&lt;br /&gt;Que prazer tem bater&lt;br /&gt;Se ela não vai ouvir?&lt;br /&gt;Aí minha boca me diz&lt;br /&gt;Que prazer tem sorrir&lt;br /&gt;Se ela não me sorrir também?&lt;br /&gt;Quem pode querer ser feliz&lt;br /&gt;Se não for por um bem&lt;br /&gt;De amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que vocês vão dizer&lt;br /&gt;A questão é querer&lt;br /&gt;Desejar, decidir&lt;br /&gt;Aí diz o meu coração&lt;br /&gt;Que prazer tem bater&lt;br /&gt;Se ela não vai ouvir?&lt;br /&gt;Cantar, mas me digam pra quê&lt;br /&gt;E o que vou sonhar&lt;br /&gt;Só querendo escapar à dor&lt;br /&gt;Quem pode querer ser feliz&lt;br /&gt;Se não for por amor?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deitou-se do lado de Isabel e sentiu-se extremamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, ela pensou, finalmente encontrei alguém que me completa, que preenche o que sempre faltou em mim. Finalmente alguém que me entende, que me conforta, que dosa as verdades que eu preciso ouvir de maneira que eu as possa realmente ouvir, sem sofrer, sem doer. Finalmente alguém que me faz pensar, alguém inteligente, bonita, que entende minhas piadas, que termina as minhas frases, que lê os meus pensamentos. &lt;i&gt;At last, my love has come along&lt;/i&gt;, pensou. E sorriu. Levantou a cabeça, o corpo de lado na cama, apoiou a cabeça na mão direita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também. Amo muito, demais, mas a gente tem que se separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como se uma bomba tivesse caído entre elas. Podia-se sentir o peso na cama, ali no meio das duas. Ela não entendeu. Como duas pessoas que se amam têm que se separar? Isabel disse que queria mais. Mas o quê mais? Já temos tudo! Temos a cumplicidade, o respeito, o carinho, o amor, a confiança, a intimidade, a amizade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando foi a última vez que fizemos sexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não soube dizer. Argumentou, chorou, esperneou enquanto Isabel arrumava algumas roupas em uma mala. Estavam juntas há dois anos, cacete! Não era possível que fosse acabar daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não quer uma parceira, você quer uma colega de quarto. Eu te amo, mas preciso de mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras doeram como uma facada no peito. Ela desabou na cama. Isabel, sem uma lágrima, calma, tranquila, saiu e bateu a porta, bem de leve, enquanto o mundo caía aos pedaços naquele conjugado com paredes coloridas e uma moça de coração partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas por que você está saindo se o apartamento é seu...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurou nunca mais se apaixonar por uma mulher. Doía demais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111116138874541654?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111116138874541654/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111116138874541654&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116138874541654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116138874541654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/joo-bosco-desenho-de-giz.html' title='João Bosco, &quot;Desenho de giz&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111116103255487343</id><published>2005-03-18T12:49:00.000-03:00</published><updated>2005-03-18T12:55:11.503-03:00</updated><title type='text'>Los Hermanos, "De onde vem a calma" OU "a mesma história, um final diferente"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;De onde vem a calma daquele cara?&lt;br /&gt;Ele não sabe ser melhor, viu?&lt;br /&gt;Como não entende de ser valente&lt;br /&gt;ele não saber ser mais viril&lt;br /&gt;Ele não sabe não, viu?&lt;br /&gt;E às vezes dá como um frio&lt;br /&gt;É o mundo que anda hostil&lt;br /&gt;O mundo todo é hostil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vem o jeito tão sem defeito&lt;br /&gt;que esse rapaz consegue fingir?&lt;br /&gt;Olha esse sorriso, tão indeciso,&lt;br /&gt;Está se exibindo pra solidão&lt;br /&gt;Não vão embora daqui&lt;br /&gt;Eu sou o que vocês são&lt;br /&gt;Não solta da minha mão&lt;br /&gt;Não solta da minha mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou mudar não, eu vou ficar são&lt;br /&gt;Mesmo se for só, não vou ceder&lt;br /&gt;Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim&lt;br /&gt;e no final assim, calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tinha trinta e dois anos e uma dor de cabeça que não passava nunca. Olhou ao seu redor. Avenida Rio Branco ao meio-dia. Quarta-feira. Sol de quarenta graus. Deu o primeiro passo e viu seu reflexo no vidro de um dos enormes prédios que por ali existem. Alto, magro, terno preto com risca de giz, camisa branca, gravata discreta. Sapatos pretos, de bico quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem que chamava atenção: seu sorriso encantava as mulheres, seus óculos com aro de metal bem fininho lhe davam um ar intelectual que anda na moda e seus cabelos curtos, um pouco arrepiados no alto lhe davam o ar adolescente que fechava sua aparência com estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para a forma esguia no vidro e não se reconheceu ali. Alguma coisa naquele rosto não era seu. Faltava alguma cor em seus olhos, um brilho no sorriso, alguma coisa que só ele conseguia ver. Não era mais o mesmo, parecia que faltava alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos como que piscando devagar, e viu Luísa chegando por trás, se pendurando em seu pescoço e lhe causando arrepios. Sentiu seu peso contra o dele, abriu um sorriso que só ele sabia dar, virou-se, abraçou aquela pequena que tanto amava. O cheiro dos cabelos dela, cada detalhe daquele rosto lindo, castanho e mel, os olhinhos pequenos, como os de uma gatinha. Sentiu um frio na barriga. Era aquela a mulher da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos; continuava sozinho, parado em algum lugar da grande avenida. Com o coração apertado, continuou seu caminho em direção da faixa de pedestres. Eu nunca mais vou ser o mesmo, pensou ele, nunca mais vou ser o mesmo sem a minha pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, caminhando pela praia de Ipanema, esbarra em Luísa, ainda pequena, ainda castanha e cor-de-mel, ainda solteira. Na mão esquerda dele, uma aliança. Ela olha pra ele nos olhos, depois olha a mão, não dizem nada e nunca mais se vêem depois disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele volta pra sua Luana, que é alta como ele, que tem cabelos ruivos cacheados e sardas no rosto que ele chama de "pó de estrela", que gosta de andar descalço e comer só a casca da maçã, que com ele fez o Felipe e agora espera com ele pela Lia, ainda na barriga, Luana que só pode ter caído de um de seus sonhos, porque tudo nela cheira a um presente dos céus. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111116103255487343?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111116103255487343/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111116103255487343&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116103255487343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116103255487343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/los-hermanos-de-onde-vem-calma-ou.html' title='Los Hermanos, &quot;De onde vem a calma&quot; OU &quot;a mesma história, um final diferente&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111116095165350083</id><published>2005-03-18T12:48:00.000-03:00</published><updated>2005-03-18T12:49:11.656-03:00</updated><title type='text'>Los Hermanos, "De onde vem a calma"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;De onde vem a calma daquele cara?&lt;br /&gt;Ele não sabe ser melhor, viu?&lt;br /&gt;Como não entende de ser valente&lt;br /&gt;ele não saber ser mais viril&lt;br /&gt;Ele não sabe não, viu?&lt;br /&gt;E às vezes dá como um frio&lt;br /&gt;É o mundo que anda hostil&lt;br /&gt;O mundo todo é hostil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vem o jeito tão sem defeito&lt;br /&gt;que esse rapaz consegue fingir?&lt;br /&gt;Olha esse sorriso, tão indeciso,&lt;br /&gt;Está se exibindo pra solidão&lt;br /&gt;Não vão embora daqui&lt;br /&gt;Eu sou o que vocês são&lt;br /&gt;Não solta da minha mão&lt;br /&gt;Não solta da minha mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou mudar não, eu vou ficar são&lt;br /&gt;Mesmo se for só, não vou ceder&lt;br /&gt;Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim&lt;br /&gt;e no final assim, calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tinha trinta e dois anos e uma dor de cabeça que não passava nunca. Olhou ao seu redor. Avenida Rio Branco ao meio-dia. Quarta-feira. Sol de quarenta graus. Deu o primeiro passo e viu seu reflexo no vidro de um dos enormes prédios que por ali existem. Alto, magro, terno preto com risca de giz, camisa branca, gravata discreta. Sapatos pretos, de bico quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem que chamava atenção: seu sorriso encantava as mulheres, seus óculos com aro de metal bem fininho lhe davam um ar intelectual que anda na moda e seus cabelos curtos, um pouco arrepiados no alto lhe davam o ar adolescente que fechava sua aparência com estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para a forma esguia no vidro e não se reconheceu ali. Alguma coisa naquele rosto não era seu. Faltava alguma cor em seus olhos, um brilho no sorriso, alguma coisa que só ele conseguia ver. Não era mais o mesmo, parecia que faltava alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos como que piscando devagar, e viu Luísa chegando por trás, se pendurando em seu pescoço e lhe causando arrepios. Sentiu seu peso contra o dele, abriu um sorriso que só ele sabia dar, virou-se, abraçou aquela pequena que tanto amava. O cheiro dos cabelos dela, cada detalhe daquele rosto lindo, castanho e mel, os olhinhos pequenos, como os de uma gatinha. Sentiu um frio na barriga. Era aquela a mulher da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos; continuava sozinho, parado em algum lugar da grande avenida. Com o coração apertado, continuou seu caminho em direção da faixa de pedestres. Eu nunca mais vou ser o mesmo, pensou ele, nunca mais vou ser o mesmo sem a minha pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, seu corpo foi encontrado em um apartamento no Catete. Já estava morto há dez dias quando a síndica mandou arrombar a porta, estranhando o atraso do aluguel. Sentado na mesa, na frente um &lt;i&gt;notebook&lt;/i&gt;, ao lado um álbum com uma Luísa ainda mel e castanha, ainda com trinta anos, um sorriso de menina, bem diferente da que vivia agora em Curitiba, tinha dois filhos e ganhara dez quilos, um por ano. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111116095165350083?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111116095165350083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111116095165350083&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116095165350083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116095165350083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/los-hermanos-de-onde-vem-calma.html' title='Los Hermanos, &quot;De onde vem a calma&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111116060918617221</id><published>2005-03-18T12:42:00.000-03:00</published><updated>2005-03-18T12:43:29.190-03:00</updated><title type='text'>Alanis Morissette, "Mary Jane"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;What's the matter Mary Jane, you had a hard day&lt;br /&gt;As you place the don't disturb sign on the door&lt;br /&gt;You lost your place in line again, what a pity&lt;br /&gt;You never seem to want to dance anymore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's a long way down&lt;br /&gt;On this roller coaster&lt;br /&gt;The last chance streetcar&lt;br /&gt;Went off the track&lt;br /&gt;And you're on it&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hear you're counting sheep again Mary Jane&lt;br /&gt;What's the point of trying to dream anymore&lt;br /&gt;I hear you're losing weight again Mary Jane&lt;br /&gt;Do you ever wonder who you're losing it for&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well it's full speed baby&lt;br /&gt;In the wrong direction&lt;br /&gt;There's a few more bruises&lt;br /&gt;If that's the way&lt;br /&gt;You insist on heading&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Please be honest Mary Jane&lt;br /&gt;Are you happy&lt;br /&gt;Please don't censor your tears&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're the sweet crusader&lt;br /&gt;And you're on your way&lt;br /&gt;You're the last great innocent&lt;br /&gt;And that's why I love you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So take this moment Mary Jane and be selfish&lt;br /&gt;Worry not about the cars that go by&lt;br /&gt;All that matters Mary Jane is your freedom&lt;br /&gt;Keep warm my dear, keep dry&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não gostava de aquários nem de &lt;i&gt;shopping centers&lt;/i&gt;. Edu, que morava no quarto ao lado do seu, quase porta-com-porta, tinha um aquário enorme, lotado de peixinhos de todas as cores, e perdia horas do seu dia cuidando, limpando, conversando com os peixes. Peixes estes que, tinha CERTEZA, odiavam ficar ali, presos, olhando aquele homem idiota fazendo barulhos que eles não entendiam. Pra completar, Edu trabalhava no cinema do shopping. "&lt;i&gt;Multiplex&lt;/i&gt;", dizia com voz de horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três portas, mas Lucia, dona da terceira, saía mais cedo e chegava mais tarde do que eles podiam compreender. E, naquela manhã, do alto de seu apartamento no segundo andar, Mariana ouvia os carros passando como que dentro da sua sala, e aumentava um pouco mais a tv. Edu chegou, pediu que ela abaixasse o volume e foi pro quarto cuidar dos peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sentia sozinha demais naquele apartamento onde viviam três pessoas. Não tinha com quem conversar, não tinha pra onde ir. Tinha medo do escuro e de quando as janelas batiam em noites de temporal. Tinha nervoso de portas entreabertas e de torneiras pingando, de pessoas que andavam só de meias e de pessoas que dormiam de barriga para cima. Sabia que o problema não era a sempre ausente Lucia, ou os peixes, ou o aquário, ou o maldito multiplex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema era ele, com seus peixes, sua barriga pra cima, suas meias encardidas, seu curso de francês e as palavras em francês no meio das conversas, o jeito como ele gesticulava e como olhava e como mexia a boca quando jantavam juntos e como amarrava os sapatos segurando os cadarços de uma maneira que só ele sabia... o problema era ele. E se...? Um calor percorreu seu corpo. Sentiu toda a coragem do mundo sob seus pés, como que a levantando. Foi como se estivesse voltando de Oz: via tudo diferente agora, de repente, sem a ajuda de ninguém. Calçou suas havaianas lilás e já ia andando em direção à porta ao lado quando tocou a campainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Lílian, a loira, a de saltos, a de lábios grossos e cintura fina. Lílian que fazia faculdade de moda e assistia a programas de moda e lia revistas de moda e ai, como ele pode gostar dela, como? Abriu a porta, dois beijinhos. Vontade de colocar o pé na frente pra Lílian tropeçar, ver se o penteado se desfazia, se a maquiagem borrava. Lílian, que acordava pronta pra um comercial de margarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou no sofá e aumentou a tv. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111116060918617221?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111116060918617221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111116060918617221&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116060918617221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116060918617221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/alanis-morissette-mary-jane.html' title='Alanis Morissette, &quot;Mary Jane&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111116053811209127</id><published>2005-03-18T12:41:00.000-03:00</published><updated>2005-03-18T12:42:18.116-03:00</updated><title type='text'>Aerosmith,"I don't wanna miss a thing"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;I could stay awake just to hear you breathing&lt;br /&gt;Watch you smile while you are sleeping&lt;br /&gt;While you're far away and dreaming&lt;br /&gt;I could spend my life in this sweet surrender&lt;br /&gt;I could stay lost in this moment forever&lt;br /&gt;Every moment spent with you is a moment I treasure&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't wanna close my eyes&lt;br /&gt;I don't wanna fall asleep&lt;br /&gt;Cause I'd miss you, baby&lt;br /&gt;And I don't wanna miss a thing&lt;br /&gt;Cause even when I dream of you&lt;br /&gt;The sweetest dream will never do&lt;br /&gt;I'd still miss you, baby&lt;br /&gt;And I don't wanna miss a thing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lying close to you feeling your heart beating&lt;br /&gt;And I'm wondering what you're dreaming&lt;br /&gt;Wondering if it's me you're seeing&lt;br /&gt;Then I kiss your eyes and thank God we're together&lt;br /&gt;And I just wanna stay with you&lt;br /&gt;In this moment forever, forever and ever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't wanna close my eyes&lt;br /&gt;I don't wanna fall asleep&lt;br /&gt;Cause I'd miss you, baby&lt;br /&gt;And I don't wanna miss a thing&lt;br /&gt;Cause even when I dream of you&lt;br /&gt;The sweetest dream will never do&lt;br /&gt;I'd still miss you, baby&lt;br /&gt;And I don't wanna miss a thing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't wanna miss one smile&lt;br /&gt;I don't wanna miss one kiss&lt;br /&gt;Well, I just wanna be with you&lt;br /&gt;Right here with you, just like this&lt;br /&gt;I just wanna hold you close&lt;br /&gt;Feel your heart so close to mine&lt;br /&gt;And stay here in this moment&lt;br /&gt;For all the rest of time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don't wanna close my eyes&lt;br /&gt;Don't wanna fall asleep, yeah&lt;br /&gt;I don't wanna miss a thing&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seis e quinze. Toca o relógio. Desligo. Seis e vinte e cinco. Toca de novo. Merda, correr-correr-correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, porque eu não dormi mesmo. Tudo bem tomar café com os olhos pesados, banho quase dormindo em pé, caminhar até o ponto me arrastando. Tudo bem que eu tenha que levantar pra ficar uma hora no ônibus e ir trabalhar com pessoas chatas e egocêntricas que não sabem nada da minha vida. Tudo bem andar em meio a desconhecidos, pessoas insensíveis que me empurram com suas bolsas e filhos e bengalas, tudo bem atravessar correndo e perder apresilha do lado direito que estava mal posicionada por causa do vento no ônibus. Tudo bem ter que ficar horas do meu dia enfiada em uma sala fazendo coisas que não me agradam, que não me interessam, que não me apetecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dormi porque não tive coragem, por medo de sonhar com algo que não queria. Por medo de parar de sonhar com ele, com os olhos dele, com os beijos dele. Acordada existe o controle dos sonhos. Dormindo eu posso ser enganada. Posso sonhar com o cara da padaria me carregando pra praça e me ensinando a dançar, com o livro que eu acabei de ler ontem de manhã mostrando coisas escritas que eu perdi, com a minha mãe presa em um quadro de Diego Rivera. Sonhando eu não tenho limites, posso até esquecer os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio quando eu achava que ia viver de vento e me preencheu. Me tirou do oco-vazio-vão. Me disse palavras doces e me encantou, e tudo nele é lindo e tudo nele rima e tudo nele é metonímia, poesia esperando pra ser decifrada. E quente, e pressa, e ansiedade, e medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez eu escute "Refrão de Bolero" mais de uma vez hoje. E talvez eu sofra um pouco, e me arrependa um pouco, e ria um pouco, e sinta calores que lembrarão a sensação de estar perto dele. E talvez eu sinta o perfume, o gosto da saliva dele, as mãos sobre o meu corpo. O ar quente no meu pescoço, os cílios fazendo cócegas na minha bochecha. Talvez eu morra um pouco e ressuscite como uma fênix de penas prateadas. Ou rosa-choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez eu chegue em casa e finalmente durma, muitas horas, em paz, porque finalmente vou entender que o sono é a última coisa que pode destruir os sonhos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111116053811209127?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111116053811209127/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111116053811209127&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116053811209127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111116053811209127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/aerosmithi-dont-wanna-miss-thing.html' title='Aerosmith,&quot;I don&apos;t wanna miss a thing&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111108678792087718</id><published>2005-03-17T16:10:00.000-03:00</published><updated>2005-04-30T18:37:45.020-03:00</updated><title type='text'>Alanis Morissette, "Perfect"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;Sometimes is never quite enough&lt;br /&gt;If you’re flawless, then you’ll win my love&lt;br /&gt;Don’t forget to win first place&lt;br /&gt;Don’t forget to keep that smile on your face&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Be a good boy&lt;br /&gt;Try a little harder&lt;br /&gt;You’ve got to measure up&lt;br /&gt;And make me prouder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How long before you screw it up&lt;br /&gt;How many times do I have to tell you to hurry up&lt;br /&gt;With everything I do for you&lt;br /&gt;The least you can do is keep quiet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Be a good girl&lt;br /&gt;You’ve gotta try a little harder&lt;br /&gt;That simply wasn’t good enough&lt;br /&gt;To make us proud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I’ll live through you&lt;br /&gt;I’ll make you what I never was&lt;br /&gt;If you’re the best, then maybe so am i&lt;br /&gt;Compared to him compared to her&lt;br /&gt;I’m doing this for your own damn good&lt;br /&gt;You’ll make up for what I blew&lt;br /&gt;What’s the problem... why are you crying&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Be a good boy&lt;br /&gt;Push a little farther now&lt;br /&gt;That wasn’t fast enough&lt;br /&gt;To make us happy&lt;br /&gt;We’ll love you just the way you are if you’re perfect&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabia que, diferente de muitas pessoas, não nascera para competir. Era aquela que sabia bem demais da teoria mas não era boa na prática. Não gostava de repetições, treinamentos excessivos. Nunca seria a melhor nadadora do grupo, ainda que soubesse criticar cada braçada dos colegas. Nunca seria campeã de xadrez, mas sabia das regras como ninguém. Nunca seria&lt;br /&gt;a melhor programadora do seu setor, mas sabia de cor cada código, cada linha de comando.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No amor não podia ser diferente. Gostava mais da crítica que do convívio. Era a conselheira preferida das amigas, o ombro amigo dos homens da empresa. Mas da própria vida não entendia. Faltavam as manhas, as táticas pessoais, os truques - aqueles que só se adquire errando, na prática, fazendo, se arrependendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se interessava por tudo ao mesmo tempo e acabava sem tempo pra perder com aprofundamentos. De modo que Carlos, do setor de redes, era invisível para ela. Carlos, que era um exímio nadador, campeão de xadrez, e arranhava algumas programações aqui e ali, ainda iniciante. Carlos que tinha cabelos pretos bem curtos e arrepiados, um corpo atlético e olhos castanho-claros, quase mel. Carlos que era tímido demais mas que achava Joana a mulher mais bonita do segundo andar. De todos os andares. A mais bonita que ele já vira.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um dia, Carlos puxou papo. Ela se assustou, não estava acostumada. Mas foi amiga como sempre. Em poucos minutos já se olhavam como velhos conhecidos, ela com ternura, ele com interesse. Estenderam a conversa em um barzinho depois do expediente, cerveja, petiscos. Ele lançou seu "xeque": propôs uma esticada até a danceteria nova do Leblon. Ela agradeceu, mas recusou. Racharam a conta, cada um pra sua casa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E Joana só conseguia pensar que Carlos nunca poderia ser um homem sério.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Era bom demais pra ela.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111108678792087718?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111108678792087718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111108678792087718&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111108678792087718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111108678792087718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/alanis-morissette-perfect.html' title='Alanis Morissette, &quot;Perfect&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11513429.post-111107766463273969</id><published>2005-03-17T13:35:00.000-03:00</published><updated>2005-03-17T14:02:02.486-03:00</updated><title type='text'>Fiona Apple, "I know"</title><content type='html'>&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;So be it, I'm your crowbar,&lt;br /&gt;if that's what I am so far&lt;br /&gt;Until you get out of this mess&lt;br /&gt;And I will pretend that I don't know of your sins&lt;br /&gt;Until you are ready to confess&lt;br /&gt;But all the time, all the time&lt;br /&gt;I'll know, I'll know&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you can use my skin&lt;br /&gt;to bury your secrets in&lt;br /&gt;And I will settle you down&lt;br /&gt;And at my own suggestion,&lt;br /&gt;I will ask no questions&lt;br /&gt;While I do my thing in the background&lt;br /&gt;But all the time, all the time&lt;br /&gt;I'll know, I'll know&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So for the time being,&lt;br /&gt;I'm being patient&lt;br /&gt;And amidst this bitterness&lt;br /&gt;If you'll consider this -&lt;br /&gt;even if it dont make sense&lt;br /&gt;All the time - give it time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And when the crowd becomes your burden&lt;br /&gt;And you've early closed your curtains,&lt;br /&gt;I'll wait by the backstage door&lt;br /&gt;While you try to find&lt;br /&gt;the lines to speak your mind&lt;br /&gt;And pry it open, hoping for an encore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And if it gets too late,&lt;br /&gt;for me to wait&lt;br /&gt;For you to find you love me, and tell me so&lt;br /&gt;It's ok, don't need to say it"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava tudo o que ele fazia, era o seu melhor amigo. Seu sorriso era o melhor, suas piadas eram sempre engraçadas, seus olhares eram sempre confortantes. Se vestia bem, era simpático, gentil, ótimo ouvinte e sabia definir seus sentimentos - coisa que tão poucos homens sabem fazer! Achava que não havia ninguém como ele, ninguém era tão especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nada é tão perfeito, sua namorada era também a mais bonita. Mas eles não andavam bem, um momento zodiacal ruim, ele explicava nas longas conversas que tinham enquanto ela estava nas aulas do curso de Moda. Adorava a maneira como ele usava os astros pra se guiar. Gostava de astrologia também. Aliás, passou a gostar por causa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma passou a gostar de cinema francês, de ler biografias e escrever listas para os compromissos que tinha. Listas organizadas por urgência ou por ordem alfabética ou por grupos de coisas. Listas que, depois de um tempo, passou a fazer para ele também, se oferecendo e dizendo "que nada, é tão rápido". E era mesmo, como era rápido levar as roupas dele junto com as próprias na lavanderia, ou preparar o café todos os dias no apartamento que dividiam em Ipanema, na altura do Posto 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite o viu chegando do futebol, enquanto assistia tv. Suado, o rosto vermelho, os olhos cansados. Chegou e já foi tirando a camisa e deixando-a em cima da mesa, depois os sapatos, meias, shorts, tudo pelo caminho, e finalmente se jogou no sofá. No fundo, a voz de Björk cantando no filme "Dancer in the Dark". Adorava lembrar sempre dos títulos originais dos filmes. Mania que, aliás, também pegara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sentindo um calor que nunca havia sentido antes. Não sabia explicar, mal sabia entender. Bochechas vermelhas, mãos frias, um frio na barriga como há anos não sentia, a adrenalina se manifestando, calor, calor, calor. Não sabe nem direito como aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulou da poltrona para cima dele, deixando-o sem ar. Ele fingia não ter se assustado. Prendeu seus braços e lhe deu um longo beijo. Ele não interrompeu, não lutou contra o susto. Beijaram-se assim por um longo tempo, com vontade, com força. Soltou os braços e o abraçou. Arfavam, cansados, e recomeçavam, as mãos passeando pelos corpos e as línguas descobrindo novos sabores, medo, novidade, desejo. Os lábios se empurrando, se mordendo, saliva, sangue, sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte acordaram na cama dele, abraçados. Deu-lhe um beijo na testa e levantou se sentindo radiante. Foi preparar o café, como fazia todos os dias. Sentia seu corpo dolorido, seus músculos eram a prova de sua felicidade. Seu melhor amigo era o seu amor, lembrou da música, ainda que não gostasse dela. Achou graça no ovo estragado que veio de surpresa no meio dos outros, e não se estressou com o cachorro do apartamento de cima, que latia todos os dias àquela hora, religiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou, passou para o banheiro. Saiu, deu bom dia, sentou-se à mesa. Não olhou pra ele. Nada foi dito. Sentiu um aperto no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou pensando se era sempre assim a relação entre dois homens, era tudo tão novo, se sentia apaixonado. Ele mencionou que ia sair à noite, pra encontrar a namorada. Consentiu com a cabeça. É assim a vida, então. Pra sempre ex-cêntrico. Pra sempre deslocado. Alien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi trabalhar sonhando com o dia em que pularia nele de novo e ele não o rejeitaria. Fez mais duas listas e separou a roupa que ia pra lavanderia. Na saída pegou a camiseta em cima da mesa e sentiu o cheiro dele, o seu Brian Kinney* secreto hetero. Ou nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________&lt;br /&gt;*Brian Kinney: personagem central (interpretado pelo ator Gale Harold) da série americana &lt;i&gt;Queer as Folk&lt;/i&gt;, produzida pela &lt;i&gt;Showtime&lt;/i&gt;, que relata as desventuras de um grupo de amigos que beiram os 30 anos na cidade de São Francisco. Brian é o homem mais desejado da série. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11513429-111107766463273969?l=make-a-mistake.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/feeds/111107766463273969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11513429&amp;postID=111107766463273969&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111107766463273969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11513429/posts/default/111107766463273969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://make-a-mistake.blogspot.com/2005/03/fiona-apple-i-know.html' title='Fiona Apple, &quot;I know&quot;'/><author><name>gabi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13143729568441153836</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/img/207/5584/400/ga_quinho_sepia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
